
  HISTRIA ANTIGA E BBLICA

         FATADB - Faculdade Teolgica das Assemblias de Deus no Brasil




        Histria Geral: ocupa-se especialmente com as lutas polticas e sociais da raa humana, seus processos e regressos. Estuda o passado da humanidade e o seu
relacionamento com o presente. Procura interpretar cientificamente os acontecimentos que contriburam para o aperfeioamento das condies materiais e intelectuais
e morais em que vive atualmente o homem.
        Histria Bblica: Preocupa-se com a Histria do ponto de vista da Religio, das relaes do Homem com Deus.  um estudo de religio e da Revelao de Deus
aos Homens. Em uma palavra, deve o historiador bblico procurar descobrir a vontade divina na Histria e o seu encaminhamento para o fim idealizado na prpria criao.
Nem por que a Histria Bblica seja assim contemplada, deixa de ser menos preciosa:  a Histria Bblica seja assim contemplada, deixa de ser menos preciosa:  a
Histria Bblica que se preocupa e se tem preocupado com as origens do gnero humano, com os seus progressos, com a sua decadncia, procurando verificar todos estes
resultados em funo das relaes do Homem com Deus. Algumas das mais preciosas conquistas, no terreno da Histria tem justamente nascido desta investigao, e os
que hoje podem contemplar os achados preciosos dos tempos primeiros agradeam a Bblia essas conquistas. Para o estudante da Bblia, a Histria a que versa sobre
este assunto tem ainda um outro valor procura interpretar a Bblia mesma em termos da Histria. A Revelao de Deus ao homem no foi dada a margem da Histria, como
qualquer coisa que no fizesse parte da vida. Ao contrrio, tudo que temos na Sagrada Revelao foi ministrado de  acordo com as necessidades espirituais e sociais
do Homem. Logo, devemos estudar a Bblia com o pensamento na Histria. J se afirma hoje que o homem que no conhecer a Histria do Egito, da Assria, da Babilnia,
dos hiteus, dos filisteus e de todos os povos antigos, como poder entender o que a Bblia diz  a respeito dessas naes desaparecidas? Quando os eruditos ignoravam
essa histria, cometeram a loucura de acoimar a Bblia de um livro de lendas, de mitos e outros mimos, filhos da incredulidade. Depois  que  a histria de  Sargo
I e as suas conquistas do pas do Ocidente, Palestina, de Lugalzaggisi e, mais tarde, de hamurabi, e outras tornaram-se conhecidas, a Bblia deixou de ser um livro
de lendas, para se tornar o livro da pr-histria. Depois que os tmulos egpcios se abriram, para desvendar os mistrios da Antigidade e assim esclarecer alguns
captulos obscuros dos historiadores, o grande livro de Deus e da  humanidade, transformou-se no monumento que hoje representa para todas as inteligncias. Os maus
conhecidos hiteus, os Totms egpcios, os Amenoteps, as cartas de Tell-el-Amarna, os ramess e Mernefta, todos esses grandes vultos da Antigidade que deixaram registrada
a sua passagem pela terra nas pginas da Bblia, quando ignorados dos historiadores, constituam objeto de remoque. Mas hoje no. J figuram entre os grandes vares
da Antigidade.
         
        CONEXO ENTRE A HISTRIA BBLICA E GERAL
         
         A conexo existente entre os dois gneros da Histria, no deve formar um pressuposto da existncia de duas histrias. H sim, dois campos distintos, cada 
qual com seu escopo e cada qual servindo a um determinado fim: mas um e outro contemplam-se, harmonizam-se. O Historiador no dever desprezar evidncia alguma, 
venha de onde vier, para no tornar-se parcial. Nenhum historiador desprezar um fato simplesmente porque ele se encontra registrado na Bblia. Isso pertenceu aos 
tempos da ignorncia'.

        O HOMEM E O MUNDO
         O mundo foi criado para o homem e s poder ser entendido.  o seu cenrio de atividades. As cincias correlatas esto, aos poucos, carreando subsdios 
para que o nosso campo se alargue e o conhecimento se expande. A Paleontologia, cincia relativamente nova, vai nos dizendo como era o homem primitivo, quais eram 
os seus contornos cranianos, qual era a sua ocupao. A Antropologia, com os seus estudos fsseis, das medidas cranianas, torcicas e outras, vai nos dizendo se 
o homem era mesmo com a Bblia e a religio ensinam, ou se era um misto de homem e macaco. Os chamados fsseis, de que tanto se tem ocupado os cientistas e por meio 
dos quais se pretendia estabelecer um elo entre os smios e os antropides, vo pertencendo a uma era passada e morta.
         Com os mais recentes tcnicas de estudos, vai ficando claro o campo de observao do homem e do seu mundo, e ns, vamos ficando mais cientes de que, quais 
quer que tivessem sido as condies do homem primitivo, se morando numa caverna ou numa palhoa fluvial, era homem como a Bblia no-lo apresenta. Os fsseis, pois 
foram obrigados a dar a sua identidade, e a concluso a que estas cincias chegaram,  que h uma profunda analogia entre os ensinos da Bblia e os da cincia.
         A idia de Deus  parte do homem. Nasceu com ele. Ao longo dos milnios, o homem procurou na religio, respostas para muitos enigmas do universo e para 
as dvidas do seu mundo interior. Mesmo transitando da vida errante e nmade, ao moderno desmembramento cientfico, ele no repudiou a divindade. Ainda quando a 
razo tenha proposto solues cientficas e filosficas para enigmas e dvidas, o apelo da f continua a ressoar nos coraes, apontando para uma realidade posta 
alm das conquistas racionais. Alegavam os sbios, que Moiss no poderia ter escrito tais coisas, porque no seu tempo nem a escrita tinha sido inventada e que, 
portanto, a Bblia com a sua cosmogonia, no merecia maior ateno. Hoje, sabe-se que Moiss sabia escrever e at se afirma que foi ele o inventor do alfabeto, o 
que por tantos anos foi creditado aos fencios. Podemos afirmar que os fencios receberam o alfabeto dos midianitas, onde Moiss morou por 40 anos, e que os primeiros 
traos de alfabeto encontram-se nas runas do templo de Serabite, no Monte Sinai. Os que  se apressaram a desdizer ou desacreditar toda a  histria de Gnesis, foram 
obrigados a rever as suas concluses, e hoje, graas aos estudos da Arqueologia, o que era julgado impossvel tornou-se realidade. As Cosmogonias caldaicas, chinesa, 
egpcia, assria, grega, etc..., tem a mesma natural origem da cosmogonia mosaica, com a diferena de que Moiss recebeu a sua doutrina de uma fonte pura, enquanto 
os escritores pr- histricos a receberam tradicionalmente e por vias indiretas. Assim mesmo, qualquer estudante poder averiguar que as semelhanas so to flagrantes 
que no podem deixar de denunciar uma origem comum. Deus criou o mundo, e os primitivos habitantes da terra souberam disso, e , a despeito de tudo que ocorreu nos 
dias primitivos, essa histria no se perdeu.
        
        A CONTAGEM DO TEMPO
         
         Quando estudamos um acontecimento histrico, devemos saber onde e em que poca o fato aconteceu. Portanto,  importante saber contar o tempo para compreender 
melhor os fatos histricos. Os cristos contam o tempo de acordo com o nascimento de Cristo. Isto quer dizer que paras os cristos existem os acontecimentos histricos 
que ocorreram antes de Cristo nascer, e os que ocorreram depois do nascimento de Cristo. Entretanto, existem outros calendrios alm do calendrio cristo. H o 
calendrio dos judeus, dos rabes e outros. Quer dizer que h povos que no so cristos e que contam o tempo de maneira diferente da nossa. De acordo com um fato 
histrico que eles consideram importante.
          
        O QUE ENTENDEMOS POR HISTRIA GERAL
         
         So todos os conhecimentos que o Homem pode mencionar, referente ao universo, e, principalmente sobre sua prpria existncia: passada, presente e futura.
        Do Universo: Porque nele houve uma ordenao de tal modo que, condicionou a existncia de seres vivos, e dentre estes, o clmax da criao: O homem.
        Da Existncia humana: Porque entre os seres vivos, foi o homem feito com o propsito de: Adorar e Servir ao seu Criador. Assim sendo, vamos encontrar esse 
homem para efeito de estudos, secular no primeiro campo: o Campo Biolgico, no qual encontramos a Vida.
         O que  a Vida? Existem muitas respostas a esta pergunta, mas o homem continua buscando a explicao definitiva ou completa. Entretanto, todos os Seres 
Vivos possuem algumas caractersticas bsicas, comuns a todos. Existem processos que se verificam tanto em animais como em plantas e se pode distinguir uma forma 
viva de uma no-viva, aps pesquisa cientfica. Os processos mais conhecidos so: 
         O Crescimento; o Metabolismo; a reproduo; a Irritabilidade, a Alimentao; a Respirao; e a Excreo. Para um perfeito funcionamento, todos esses processos 
devem ser desempenhados plos seres vivos. A matria bsica de todos os organismos vivos,  o Protoplasma.
        Protoplasma:  o contedo celular vivo, formado principalmente pelo Citoplasma e o Ncleo. Quando se considera o nmero de indivduos de qualquer tipo particular 
de vida animal ou vegetal, se encontram quantidades realmente estonteantes. Por exemplo: uma nica fmea de Salomo, pe cerca de vinte e oito milhes de ovos numa 
s estao. Evidentemente, nem todos esses ovos sobrevivem. S uma pequena frao deles  que dar lugar a uma longa vida. Existe um equilbrio na prpria natureza. 
Mesmo dentro dos pontos de vista sustentado a respeito da origem do homem em que a histria secular determina a evoluo mediante seleo natural, e a histria teolgica 
determina uma criao separada das demais, ningum questionar ( a menos sem um estudo detalhado), de que o homem  um animal.
         Portanto, ele compartilha a faculdade de mover-se, de comer, de dormir, de crescer e se reproduzir. As mais simples comparaes colocaro em relevo flagrantes 
semelhantes no crnio, nos membros, nos sentidos, no crebro e na disposio geral dos rgos internos. Com efeito  possvel situar o homem numa das principais 
subdivises do reino animal uma classe de vertebrados conhecida pela denominao de mamferos!
         Os mamferos so animais de sangue quente, caracterizado por seus mtodos! De partio, pra sua faculdade de aumentar seus filhos, pela posse de plos e 
de dois jogos de dentes, sendo um de leite e outro permanente. O corpo humano ainda  um mistrio para muita gente. Os prprios bilogos, fisiologistas, clnicos 
e cirurgies, ainda no conseguiram compreender totalmente nossos organismo e suas funes: Ex.: o nosso crebro.
        
        O ANIMAL HOMEM
         
         De um ponto e vista puramente natural, o homem  o mais inadequado dos seres vivos existentes em nosso planeta. Por outro lado,  o mais poderoso de todos 
os animais. A Lhama nasce com uma grossa proteo que lhe permite adequar-se ao frio dos Andes, seu ambiente natural; o homem de pele fina e delicada, teve de aprender 
a tirar o plo de outros animais para proteger-se do frio o que lhe permite habitar em todas as regies da terra. Depois aprendeu a se vestir em tecidos de fibras 
naturais e at artificiais, eliminando a aparente vantagem dos mais bem dotados. Ratos e toupeiras so instintivamente industriados a cavar a terra em busca de calor 
e proteo, graas as suas patas e focinhos criados especialmente para isso. O homem, em vez de escavar a terra com suas mos, utiliza-se instrumentos como a enxada, 
a p ou mais recentemente, as mquinas modernas, com as quais constri abrigos mais quentes e mais bem protegidos do que os outros animais.
         Garoupas devoram outros peixes enquanto nadam, os felinos tem garra com as quais dilaceram suas vtimas, as aves de rapina capturam suas presas com garras 
e bicos especialmente projetados para o ataque. J o homem, frgil e sem habilidade natural, criou as armas e armadilhas com as quais derrota o adversrio e providencia 
o futuro alimento a distncia, sem perigos, confrontos pessoais onde poderiam d-se mal. Os animais herdam, individualmente, suas capacidades; cada rato nasce sabendo 
roer, cada Lhama nasce com seu casaco de pele natural, cada peixe nasce sabendo procurar seu alimento.
         Nenhum homem nasce sabendo construir casas, fabricar armas ou utilizar o plo de outro animal. S atravs do exemplo dos mais velhos, ou seja, por meio 
da aprendizagem,  que ele chega a receber sua herana. Por isso especialistas costumam dizer que, na histria humana, roupas, ferramentas, armas e tradies tomam 
o lugar de plos, garras, presas e instintos, na busca de alimentos e abrigos.
         Essa diferena no  apenas quantitativa,  tambm qualitativa, j que estabelece uma distino, um momento de ruptura entre a histria natural e a social, 
entre a histria construda pela natureza e aquela em que os seres humanos alm de pacientes so tambm agentes.
         
        A RECONSTRUO DO PASSADO
         
         Um qumico pode, a qualquer instante, combinar vrios elementos em determinadas condies e propores para comprovar resultado j obtido anteriormente.
         Poder tambm experimentar outras combinaes ou ainda se restringir as mesmas, em propores e condies diferentes, para tentar provar alguma hiptese. 
O prprio carter da qumica  ser experimental, razo pela qual o cientista, utilizando-se de determinada metodologia, pode fazer afirmaes universais, findadas 
exatamente nos experimentos.
         O pesquisador que tem como matria-prima o passado no tem esse recurso. Pelo menos enquanto a mquina do tempo no for viabilizada, no temos como saber 
exatamente o que aconteceu no passado.
         Como refazer esses passos? Como recompor o cotidiano? Como imaginar as prticas? Conhecer valores, como saber se os homens viviam em grupo ou isolados, 
formavam famlias, desenvolviam crenas? Como chegar a seres to distantes no tempo, considerando que s de poucos milnios para c o homem inventou a escrita?. 
Cientistas e pensadores contemporneos tm tentado responder a estas questes atravs de, basicamente, trs formas, isoladas ou combinadas
        1) O raciocnio lgico e a teoria.
        2) Escavaes e anlise de vestgios.
        3) Observaes de grupos contemporneos que, supostamente tenham padres de existncia semelhantes.
         Conhecer o passado apenas atravs de argumentos lgicos e de teorias argumentamente concebidas e habilmente formuladas pode transformar-se em excelente 
exerccio mental, mas no necessariamente em algo mais do que isso. J no sculo XIX os cientistas sociais estabeleceram uma linha entre as sociedades contemporneas 
"civilizadas" as chamadas cidades complexas e as  pr-civilizadas", as chamadas simplesmente ou primitivas.
         O pr-suposto implcito nessa concepo era o de que todos os grupos sociais haviam passado por etapas mais primitivas.  Alguns teriam evoludos at chegar 
ao ponto em que os europeus e as (naes civilizadas pelos europeus) se encontravam.
         Outros continuariam marcando passo, permanecendo no mesmo estado durante sculos e sculos, (seriam as tribos africanas e americanas, entre outros). Durante 
muito tempo chegou-se a comparar o homem "primitivo" a uma criana, no sentido de que sua mente era pr-lgica. Segundo alguns, a lgica seria uma criao dos gregos, 
momento de ruptura entre a civilizao e a barbrie.
         Hoje estas concepes so objetos de severa reviso. Podemos at compreender a auto-suficincia do europeu do sculo XIX desenvolvendo a industria, colonizando 
o planeta todo, criando a cincia moderna e contra pondo-a a viso teolgica do medievo, assentado as bases do que julgar ser um mundo de abundncia e saber. Hoje 
porm quando questionamos as conseqncias desse processo, que aparentemente tinha como meta a felicidade humana, no podemos continuar repetindo a mesma diviso.
         Sabemos que riqueza tcnica e progresso material no representa, necessariamente, garantia de riqueza espiritual ou artstica, ou de organizao social. 
Ser que a evoluo da humanidade, em termos materiais e de teorias, cada vez mais sofisticada, vem garantindo a grande massa da humanidade uma boa qualidade de 
vida? E mesmo entre aqueles que possuem batedeiras e videocassete e moram e m apartamentos com sauna e guarita, vive-se uma vida de tenses e competitividade, plena 
paz, compreenso e solidariedade?. No pretendemos condenar nossos avanos tecnolgicos, mas ser que nada temos para aprender dos "pr-civilizados"?.
         
        AGRICULTORES E CRIADORES
         De caador a criador, de coletor a agricultor. Grupos humanos sofreram essa transformao em momentos diferentes, com intensidade diversas, em diferentes 
locais do mundo. Pelos conhecimentos seculares supe-se que a primeira atividade agrcola tenha ocorrido na regio de Jeric, na Cisjordnia, num grande osis junto 
ao Mar Morto, cerca de 10 mil anos. A crena no Egito como bero da agricultura j no tem tantos seguidores.
         A dificuldade em estabelecer uma certeza a este respeito decorre da inexistncia de documentao indiscutvel: os trigais desaparecem com o tempo. S atravs 
de comprovaes indiretas: runas arqueolgicas de silos, onde os cereais eram armazenados,  que se pode tentar datar o incio de uma atividade agrcola sistemtica.
         De qualquer forma atravs de difuso ou de movimentos independentes supe-se que o fenmeno tenha surgido tambm na ndia (h 8 mil anos), na China (h 
7 mil), na Europa (h 6.500), na frica tropical (5 mil), e  nas Amricas (4.500).
         Os produtos cultivados variam de regio, com a natural predominncia de espcies nativas, como os cereais (trigo e cevada), o milho, razes ( batata-doce 
e mandioca) e o arroz, principalmente. Uma vez iniciada a atividade, o homem foi aprendendo a selecionar as melhores plantas para a semeadura e a promover o enxerto 
de variedades, de modo a produzir gros maiores e mais nutritivos do que as vagens.
         Porque se fala em revoluo agrcola? Porque o impacto da nova atividade na histria do homem foi enorme. De fato, nos sistemas de caa e coleta estabelece-se 
um controle demogrfico resultante da limitao de oferta de alimentos. No  devido a que no existiam alimentos na natureza, mas devido a que sua obteno torna-se 
extremamente mais complicada para grandes grupos. Alm disso, o caador e o coletor no podem chegar ao extremo de dizimar suas reservas alimentares (animal ou vegetal), 
sob pena de prejudicar a reposio ou reproduo; a tcnica de caa sendo levada para alm dos limites pode criar um desequilbrio ambiental.
         Ns "Civilizados", sabemos disso, pois j conseguimos destruir raas e espcies inteiras de animais, graas as tcnicas sofisticadas de caa. Viver em simbiose 
com a natureza significa, exatamente, respeit-la. H um outro fator que determinava o controle populacional: em grupos de caadores e coletores, crianas pequenas 
constituam empecilhos tanto para a fcil locomoo da tribo, como para a prpria obteno do alimento. Elas no podiam caar e atrapalhavam as mes nas grandes 
caminhadas que precisava ser feitas para a busca de razes, caminhadas tanto maiores quanto maior fosse o grupo e mais tempo estivesse acampando no mesmo local
        
        A PRIMEIRA EXPLOSO DEMOGRFICA
         
         J na agricultura, a coisa mudava de figura. Mesmo quando transmudaste, o grupo agrcola tinha que se fixar num local o tempo suficiente para que sua produo 
produzisse ao menos uma vez.
         A rea plantada ficava bem prxima ao acampamento, propiciando trabalho com menos locomoo por parte das mulheres. De resto, crianas relativamente pequenas 
eram utilizadas pelo grupo de maneira a se constiturem em fora de trabalho. Locomovendo-se menos, usando as crianas para a agricultura no tendo limites to rgidos 
no suprimento alimentar, os homens passaram a se reproduzir mais, causando um crescimento demogrfico notvel. Como o advento da agricultura, os grupos podem ser 
maiores, desde que dentro de limites estabelecidos pela fertilidade do solo, quantidade de terra disponvel e estrutura organizacional da tribo. Quando o crescimento 
do grupo entrava em contradio com qualquer um desses fatores, ocorria uma cissiparidade, procurando a tribo derivada, e as vezes at a de origem, outro local. 
Este processo intenso de subdivises e deslocamentos iria provocar uma onde de difuso da agricultura e da atividade pastoril.
         
        COMO COMEOU A CRIAO
         
         O homem aprendeu antes a plantar, a domesticar os animais e cri-los, ou ambas as atividades surgiram de maneira simultnea? Fazemos parte da corrente que 
acredita ter a agricultura precedida a criao. Ainda hoje a tribos de agricultores que no possuem animais domsticos e temos registros de grupos que aliviam a 
agricultura a caa, enquanto no se tem noticia de criadores que desconhecem a atividade agrcola. Imagina-se ter se iniciado a criao a partir de alguma seca prolongada 
no Oriente Mdio. Assim, animais que viviam adequadamente com uma baixa precipitao de chuva teriam ficado em situao desesperada, e sem gua procuravam um osis 
em busca de algum alimento ou lquido. Encontraram ai animais predatrio, e o homem. Sendo o homem agricultor,  possvel imagin-lo permitindo que os animais pastassem 
em seus campos j colhidos e se alimentassem das hastes de cereais que ficavam no cho. Fracos demais para fugir e magros demais para servirem de alimento, carneiros 
e bois instalavam-se e eram aceitos pelos homens que teriam estudado seus hbitos, expulsando lees e lobos e eventualmente at lhes oferecendo alguma sobra de cereal 
como alimento complementar.
         Em troca, os animais teriam sido domesticados, habituando-se a presena do homem confiando nele (no que cometeram em evidente erro de avaliao). O gado 
confinado funcionava como uma reserva de caa, no incio. Aos poucos o homem teria estabelecido critrios no abate dos animais, sem alarde, teria passado a abater 
apenas o necessrio a sua alimentao.
         Ao chegar novamente o momento de plantar, alguns agricultores teriam simplesmente expulsado os animais. Outros, porm, j conhecendo seus hbitos, levavam-nos 
a locais onde havia abundncia de gua e alimentos impedindo o ataque de animais selvagens, deixando tranqilos com relao a sua sobrevivncia. Assim o rebanho 
teria passado a ser no apenas domesticado, mas verdadeiramente dependente do homem. o sistema teria se aperfeioado a ponto de mostrar ao homem outras vantagens 
da criao entre as quais o esterco, que ele havia aprendido a utilizar para adubar seus campos e conseguir maior produtividade; e ainda o leite, transformado num 
alimento importante, com a grande vantagem de no exigir a morte do animal.
         Mais tarde o couro passa a ter grande importncia em alguns grupos e o pelo de algumas espcies, como ovelha, a desempenhar significativo papel na economia 
de vrios grupos. Com jovens no muito teis para outras atividades atuando como pastores, a vida econmica do grupo no sofre muitas alteraes, continuando baseada 
na atividade agrcola organizada. Poderia ocorrer, entretanto, o crescimento do rebanho, exigindo algumas definies. Nesse caso seria necessrio promover o desmatamento 
de uma rea, transformando mato e floresta em pasto. Eventualmente seriam plantadas determinadas espcies exclusivamente para alimentar o gado.
         Poderia ocorrer tambm uma migrao de parte da populao, atrs do gado que caminha em busca de pastos verdejantes,. Em alguns lugares uma pequena frao 
da comunidade migra, mas em outros a maior parte da populao acompanha o gado, o qual deixa de ser uma atividade complementar, tornando-se a mais importante base 
econmica do grupo.  provvel, que esta tenha sido a origem de tribos e povos criadores.
         De qualquer forma  difcil estimar a data do incio de sua atual economia. Vasilhas de couro em vez de ponte de cermica e tendas de couro em vez de paredes 
de alvenaria no deixam resqucios que possam fornecer base aos arquelogos. Vale nesse, caso a capacidade de deduo a partir de casos semelhantes. E, por no, 
uma boa dose de imaginao.
        
        HA UMA CULTURA NEOLTICA?
         
         No se deve pensar que a passagem da atividade coletora para a agrcola tenha-se dado de uma maneira brusca ou atravs de um longo processo que inclui cuidadosa 
percepo dos fenmenos naturais elaborao de teoria causa efeito, e doses  de acidentalidade, Que essa transformao teria sido lenta no se duvida. Afinal, entre 
saber que os vegetais crescem se plantando, e conseguir organizar uma plantao racional e rentvel, existe uma longa distncia que passa pela necessidade de alteraes 
no padro de comportamento j arraigados. A convivncia da agricultura com a coleta deve ter sido fenmeno mais comum durante muito tempo. O fato  que a economia 
simples de produo de alimentos provocar grande transformao no grupo. Pela primeira vez haver um excedente a ser armazenado. Isto no ocorre da  vontade manifesta 
dos membros do grupo ou de algum sentimento de usura, mas da prpria a realidade ditada pela natureza: os gros produzidos ficam maduros de uma s vez numa certa 
poca e no ao longo do ano. Entretanto, devero ser consumidos lentamente, em refeies distribudas pelo ano todo. Alm disso parte da colheita dever servir de 
semente na prxima semeadura. O grupo precisa mudar de atitude com relao ao alimento: comea a planejar e a poupar; comea tambm a construir silos, depsitos 
adequados para armazenamento dos gros.
         A produo de um excedente agrcola, somada a atividade criadora, servir para atender as necessidades da comunidade em perodos mais duros, propiciando 
o crescimento da populao e o surgimento posterior de um comrcio incipiente. De inicio a comunidade  auto suficiente, mas independncia econmica no pode ser 
confundida com isolamento. Contato entre tribos neolticas deveriam ser freqentes e at amistosos. Encontros de pastores nos pastos e de agricultores nos osis 
ocorreram muito, sem contudo transformarem-se em integrao poltica, Trocas eventuais de produtos excedentes no alteram a estrutura do grupo.
         Por isso mesmo, dificilmente poder-se-ia falar em uma cultura neoltica comum a todos os povos do perodo. Cada grupo, a partir do nmero de seus membros, 
condies geoclimticas. Sua diversidade era to grande quanto a variedade dos territrios ocupados.' Se na Europa Ocidental a agricultura nmade foi predominante, 
em Creta mesmo os aldeamentos mais antigos parece ter sido permanentes. Alguns grupos tinham na caa uma atividade central, outros na criao, enquanto para terceiros 
a carne era desprezvel como alimento. As mesmas diferenas se estabeleciam no que se refere ao tipo de cereal predominante, a caracterstica do artesanato, as praticas 
rituais, assim por diante. Assim, em vez de cultura neoltica, seria mais correto refere-se s culturas neolticas no plural.
        
        O HOMEM CRIOU AS CIDADES
         
         A vida nas grandes cidades modernas estabelece uma distncia enorme entre seus habitantes e a natureza.  comum as professoras darem as crianas da pr-escola 
um gro de feijo deitado sobre um pedao de algodo de algodo molhado para que o aluno tenha ao  menos uma idia sobre o ciclo de vida vegetal: de outra forma 
eles poderiam pensar que vegetais so fabricados em sacos plsticos ou caixas de cores atraentes tanto  que o habitante de uma cidade recebe sua formao em funo 
do mundo que o rodeia, e no de uma ligao com a natureza orgnica. Despreparado, esta condenado por inanio se perder num bosque no muito distante de casa: No 
conhece rvores frutferas e razes que podem servir de alimento;  incapaz de matar pequenos animais improvisando armas; no sabe tecer com fibras de piteiras e 
palmeiras uma proteo adequada; e sem instrumentos industriais, perde o senso de localizao, no encontrando o caminho de volta.
         H toda uma sabedoria desenvolvida ao longo de milnios, que ns, urbanos jogamos fora pela janela de nosso confortvel apartamento. A natureza foi dominada 
pelos humanos como grupo, no enquanto indivduos isolados. O poder que sentimos enquanto reis dos animais nos d a falsa sensao de cada um de ns  capaz de perpetrar 
as proezas que apenas alguns conseguem realizar.
         Urbanos por excelncia, somos  dependentes. Dependemos do agricultor que planta e do bia-fria que colhe; do engenheiro que projeta, do operrio da fabrica 
e do comerciante que vende; dependemos da prospeco de petrleo dizimadas pelo Pas todo. Nossas pernas so as rodas do nibus e dos trens, nossos olhos so o vdeo 
da televiso, nosso horizonte so os postais que amigos impingem aps sua viagens pasteurizadas. Por tudo isso, quando falamos de revelao urbana, no se pense 
em cidades como as nossas nem em homens com valores semelhantes aos que ns desenvolvemos aqui.
        
        POR QUE SURGEM AS CIDADES?
         No ha como idealizar os homens conscientemente, decidindo-se a fundar uma cidade. No h individual ou de grupo que tenha levado pessoas a plantar os alicerces 
de agrupamentos urbanos no Egito ou na Mesopotmia, quais bandeirantes que, a partir de modelos e dentro de objetivos bem determinados, criavam as bases de futuras 
cidades pelo interior do Brasil. H 5 ou 6 mil anos no havia referncias ou parmetro e a organizao das cidades decorre de uma srie de circunstncias sociais 
to complexas que at hoje no ha humanidade entre os pesquisadores a respeito do tema.
         Qual  o motivo pelo qual em alguns lugares as aldeias se transformaram em cidades, e em outro elas continuaram no mesmo estado durante sculos. O que fez 
com que a urbanizao tenha sido um privilgio, ao menos inicial, do sul da Mesopotnia e do vale do Nilo? Uma hiptese que pode explicar a questo; as encostas 
das montanhas e os vales podem ser cultivados sem grande dificuldade. No caso da Sria, e da Palestina, h quase considerar a terra frtil e a chuva de inverno como 
elementos favorveis ao plantio e as montanhas razoavelmente verdejantes como local adequado ao pastoreio. A extenso larga de terras permitiria ainda pequenos deslocamentos 
por parte dos grupos por ocasio do esgotamento do solo. J no Sul do Egito e da Mesopotmia, as condies geoclimticas eram bastante diferentes. A chuva nesses 
locais  praticamente inexistente. Na Mesopotmia. O Tigre e o Eufrates, possuam uma irregularidade do degelo nas vertentes, as cheias eram surpreendentes e intempestivas, 
s vezes destruidoras. A extrema fertilidade da terra as margens requeria uma defesa contra a imprevisibilidade dos rios, o que era obtido atravs da construo 
de valas que conduziam as guas para onde fosse necessrio, graas  topografia plana e os canais e braos naturais.
         No Egito e na Mesopotnia havia, portanto, condies altamente favorveis  agricultura, condies estas, entretanto, que precisavam ser aproveitadas atravs 
a agricultura, condies estas, entretanto, que precisavam ser aproveitadas atravs de um trabalho sistemtico, organizado e de grande envergadura. Talvez por isso 
 que a urbanizao tenha se desenvolvido antes ai e no na Palestina, Sria ou Ir. A necessidade  a me das invenes. Nos vales e encostas frteis e relativamente 
chuvosas, a vida corria normalmente e as pessoas no precisavam tornar mais complexas suas relaes de trabalho. Mas construir diques, cavar valetas, estabelecer 
regras sobre a utilizao da gua significava controlar o rio, faze-lo trabalhar para a comunidade. Claro que isso demandava trabalho e organizao. Mas o resultado 
foi fertilidade para a terra e alimento abundante para os homens. Esta foi  base das primeiras civilizaes.
         
        URBANIZAO E CIVILIZAO
         
         Durante muito tempo, e por inspirao dos filsofos racionalistas do sculo XVIII, a palavra civilizao significou um conjunto de instituies capazes 
de instaurar a ordem, a paz e a felicidade, favorecendo o progresso intelectual e moral da humanidade.
         Uma civilizao, via de regra, implica uma organizao poltica formal com regras estabelecidos para governantes e governados (mesmo os autoritrios e injustos); 
implica projetos amplos que demandem trabalho conjunto e administrao centralizada (como canais de irrigao, grandes templos, pirmides, portos, etc.); implica 
a criao de um corpo de sustentao do poder (como a burocracia de funcionrios pblicos ligado ao poder central, militares, etc.); implica a incorporao das crenas 
por uma religio vinculada ao poder central, direta ou indiretamente (os sacerdotes egpcios, o templo de Jerusalm, etc.); implica uma produo artstica que tenha 
sobrevivido ao tempo e ainda nos encante (o passado no existe em si, se no pelo fato de ns o reconstruirmos); implica a criao ou incorporao de um sistema 
de escrita ( os incas no preenchem esse requisito, e nem por isso deixam de ser civilizados); implica, finalmente, mas no por ltimo, a criao de cidades. De 
fato, sem cidades no h civilizao. As cidades representam a segunda grande revoluo da humanidade. Elas permitem o trabalho organizado de um grande nmero de 
pessoas, sob uma liderana que vai adquirindo tamanha legitimidade, a ponto de estabelecer sanes para os que se recusam a cumprir as tarefas estabelecidas. A roda, 
a metalrgica, o carro de bois, o animal de traa, o barco de velas tiveram seu carter transformador por se integrarem a uma nova organizao social propiciada 
pela urbanizao.
         Nas inmeras aldeias espalhadas pelo crescente frtil no havia necessidade de levar os inventos e as descobertas at a sua utilizao mxima. J no sul 
da Mesopotmia e do Egito tudo foi utilizado para que o homem pudesse enfrentar e dominar a natureza. Isto significa grande nmero de pessoas atuando de forma organizada, 
atravs da incorporao de conhecimentos sociais e sob uma liderana legitimada. H a uma relao dialtica: invenes e descobertas so pr-condies para uma 
organizao social do tipo urbano, que por seu lado provoca novas descobertas, atravs do processo de explorao e adequao ao meio ambiente.
        
        CIDADE E PODER
         
         Ricos no que se refere a fertilidade de terras, os mesopotnicos e os egpcios eram muito pobres em matrias-primas, algumas delas essenciais. O Vale do 
Nilo no tinha madeira para construo, nem pedras ou minrios. A Sumria no estava situao melhor. Com as obras hidrulicas, os egpcios e os Sumrios desenvolveram 
um comercio destinado a suprir suas terras das matrias-primas fundamentais. Forma-se um grupo de comerciantes, de trabalhadores em transporte e de artesos para 
trabalhar a matria-prima, todos eles alimentados pelo resto da sociedade que continuava a produzir alimentos.
         Depois surgiram os soldados para proteger os comboios, escribas para registrar os negcios e toda uma gama de funcionrios do estado para conciliar interesses 
opostos. Apareceram tambm funcionrios religiosos e templos, e uma srie de cortesos inteis, familiares e amigos do rei.
         O arquelogo nota uma substancial diferena entre objetos encontrados datados de 5 mil e dos de 6 mil anos. Os mais antigos so instrumentos de agricultores 
simples. J os de 5 mil anos constituem mobilirio dos templos, armas, jarros e outros objetos feitos em srie. Encontramos ainda templos, tmulos imensos (como 
as pirmides) e palcios.. A mudana no material arqueolgico denota alteraes na economia das sociedades que produziram o material. Denota tambm uma maior complexidade 
nos papeis sociais, uma verdadeira diviso de trabalho em vez de simples diviso de tarefa e a instituio do poder poltico que busca perpetuar-se. Ao contrrio 
da liderana nas aldeias, provisria e sujeita a permanentes contestaes, aqui o rei esquece as razes que o levaram a liderar (o consenso do grupo social com vistas 
ao bem comum), e atravs de origem divina (no caso do Egito) ou legitimao divina (no caso da Mesopotmia e, mais tarde, entre os reis de Israel e Jud), passa 
a justificar suas atitudes autoritrias, seu luxo acintuoso e sua vida desligada da dos produtores diretos.
         A cidade  populosa. Concentraes entre 10 mil e 35 mil habitantes eram comuns, segundo os especialistas. H lugares predeterminados para as casas e as 
oficinas, mas os palcios e templos ocupam os locais de destaque. A solidariedade que justificar sua construo se esvai, o campons, produtor direto de alimentos, 
 marginalizado pela sociedade que ele ajudara a construir e que continua a alimentar.
         
        CINCIAS AUXILIARES DA HISTRIA
         
         Nas suas investigaes, a Histria recorre ao auxlio de outras cincias na interpretao dos acontecimentos histricos. Algumas so independentes, isto 
, tem vida prpria. Outras dependem da Histria.
        
        CINCIAS INDEPENDENTES:
  Economia: Estuda os meios de produo, distribuio, consumo e circulao riqueza.
         Sociologia: Estuda o homem em sociedade.
         Geografia: Estuda a superfcie da terra no seu aspecto fsico e humano.
         Antropologia: Estuda o homem no aspecto biolgico e cultural.
         Arqueologia.: Estuda as culturas extintas.
         Paleontologia: Estuda os fosseis.
         Filosofia: Cincia geral dos seres, dos princpios e das causas.
   Fitologia: Estuda a lngua e a literatura como instrumentos de manifestaes culturais.
        
        CINCIAS DEPENDENTES:
         Cronologia: Estuda a localizao dos fatos no tempo.
         Paleografia: Estuda os escritos em materiais leves.
         Epigrafia: Estuda os escritos em materiais pesados.
         Herldica: Estuda os brases de nobreza, os estudos e, as insgnias.
         Sigilografia: Estuda os selos.
         Geneologia: Estuda as origens e os desdobramentos das famlias.
         Diplomtica: Estuda os documentos oficiais.
         Numismtica: Estuda as moedas.
         Lingstica: estudo histrico e comparativo das palavras.
         
        CIVILIZAO EGPCIA
         
         Egito, nome dado  terra do Nilo, no nordeste da frica, desde o tempo de Homero. Geograficamente, o Egito  constitudo de duas partes: 
         1) A do norte, isto , o Delta;
         2) A do sul, chamada Egito Superior, entre Cairo e a 1 Catarata. Os hebreus chamavam-no de Mizraim (terra de Co) e raabe. Os egpcios pertenciam  raa 
branca e a sua origem ainda  assunto de discusso. A primitiva lngua egpcia  a cptica,  remotamente relacionada com a famlia linguagem semtica. A civilizao 
do Egito alcana a Antigidade remota. Os reinos do Norte e Sul foram unidos por Mens, o fundador da 1 dinastia durou 1478 anos, chamado Imprio Antigo, que teve 
sua capital em Mnfis, ao sul do Cairo (o Mofe ou Nofe do VT), sendo nome nativo Menofer, o lugar bom. As pirmides foram os sepulcros dos monarcas do imprio antigo, 
os de Giz, na 4 dinastia.
         Depois da queda do imprio antigo, sucedeu um perodo de declnio e obscuridade, onde surge o Imprio Mdio, onde a dinastia mais poderosa foi 12. O Faium, 
regio do Egito Mdio, foi reclamado para a agricultura pelos reis e em frente do deus solar em Om ou Helipolis (perto do Cairo), foram erguidos dois obeliscos, 
um dos quais ainda existe. A capital do Imprio Mdio foi Tebas, no Egito Superior. O Imprio Mdio fora destrudo pelos Hicsos (chefes bedunos ou prncipes pastores) 
da sia, cujas trs dinastias reinaram no Egito Setentrional por alguns sculos. Zo ou Tanis, e nordeste Delta, era a capital. Nesta era entraram no Egito Abrao, 
Jac e Jos. A libertao nacional do Egito do domnio Hicso foi dirigida pela aristocracia tebana. Os Hicsos estabeleceram ao norte do Egito. Para se prevenir de 
novas invases estenderam suas fronteiras pela sia, criando um Imprio Asitico.
         No governo de Amenotepe II deu-se o xodo dos Hebreus em 1.440 a.C; e no  governo de Amenotepe IV os Hebreus entraram na Palestina Ramss II foi o ultimo 
dos grandes faras do Novo Imprio. Retomando a poltica expansionista de Tutms III, acaba entretanto em choque com o Imprio Hitita, na sia. Em 1.278 a.C; a guerra 
chegou ao fim com um Tratado que estabelecia uma fronteira comum no rio Orontes e um condomnio dos dois Imprios na sia.
         Com a XXX dinastia comea a decadncia do Novo Imprio, exaurindo e debilitado pelas campanhas militares. O enfraquecimento Imprio Egpcio foi, a partir 
de ento, sucessivamente invalido pelo "povo do mar", lbios, nbios, etopes, finalmente, conquistado pelos assrios, em 662 a.C.
         Psamtico I, fundador da XXVI dinastia, expulsou os assrios e restabelecendo a independncia e a unidade nacional, fixou a capital do Imprio na cidade 
de Sas. Pela ltima vez, a civilizao egpcia recuperou momentaneamente seu antigo brilho e esplendor. Esta obra foi prosseguida pelo filho Necao. Este fara reconstruiu 
o canal que ligava o Nilo ao Mar Vermelho. Em 525.a.C; sob o reinado de Psamtico III, o Egito foi invadido e conquistado por Cambises, imperador da Prsia.
         Em 323 a.C; aps o domnio persa, o Egito foi incorporado ao Imprio de  Alexandre Magno. Com a morte de Alexandre, seu Imprio foi desmembrado, dando origem 
Aos reinos Helensticos. O Egito foi, ento, governado pela dinastia Ptolomaica at a poca de Clepatra, quando, em 30 a.C; converteu-se em provncias do Imprio 
Romano. Na Idade Mdia, o Egito  dominado, primeiramente, pelos bizantinos, e em seguida pelos muulmanos. De 1517 a 1805, o Egito constitui-se em provncias do 
Imprio Otomano. Submetido a ocupao inglesa desde 1882, obtm sua independncia poltica com a revoluo Nacionalista de 1952 e proclama a Repblica em 18/06/1953.
         
        CIVILIZAO BABILNICA
         
         Babilnia nome antigo da Mesopotnia meridional. Sumeriana ou acadiano  o nome dado  lngua da Babilnia. Julgam alguns que  de origem no-semtica, 
falada pelos primitivos habitantes, inventores de sistemas uneiformes de escrever, pelos fundadores das suas grandes cidades e pelos fundadores de sua cultura. Babilnia 
estava dividida em dois distritos: Acade no note e Sumer (provavelmente Sinar do VT) no sul. Entre as grandes cidades contam-se: Ur, Ereque, Babel (Gn 10.10), Larsa 
(Elasar de Gn 14.1), Nipur, Sefarvaim (II Rs 17.24), Eridu (a cidade boa) e Caln (Gn10.10).
         Dos primitivos reis da Babilnia, os mais famosos foram; Sargo, governante de Acade (2772 - 2717 a.C), e seu filho Naram-Sim, que conquistara uma grande 
parte da sia ocidental, incluindo a Palestina. Uma grande biblioteca foi fundada na Babilnia durante o reinado de sargo. Subseqentemente a Babilnia caiu no 
domnio de Elo at quando Hamurabi (o Anrafel de Gn 14.1) expulsou os elamitas, venceu seu prncipe Arioque e fundou uma monarquia unida. Aproximadamente no ano 
de 1726 a.C. foi conquistada pelos Cassitas, das montanhas do Elo, e assim uma dinastia Cassita reinou por 576 anos. Nessa data Cana passou as mos do Egito.
         Em 729 a.C. Babilnia foi tomada pelo rei assrio Tiglate Pileser IV, mas por ocasio da morte de Salmanazar V (723 a. C.) apoderou-se dela o prncipe caldeu 
Merodeque Balad (II Rs 20.12-19), cujo domnio continuou at 709 a.C; quando ele foi expulso por Sargo II, sucessor de Salmanazar V. Babilnia se revoltou contra 
Senaqueribe, o qual destruiu, em 689 a.C; A cidade de Babilnia. Mais tarde  reconstruda por Esar-Hadom, que fez dela uma de suas residncias; para essa cidade 
foi levado Manasses como prisioneiro (II Cr 33.11).
         Depois da morte de Esar-Hadom, Samas-sumukin, vice-rei da Babilnia, se revolta contra seu irmo, rei da Assria, mas a rebelio foi abafada embora com 
dificuldade. Em 607 a.C; quando Nnive foi destruda, Nabopolassar, vice-rei da Babilnia, tornou-se independente. Seu filho Nabucodonozor, depois de derrotar os 
egpcios em Carqumis, o sucedeu como rei em 605 a.C. e fundou o Novo imprio da Babilnia
         Nabucodonozor fortificou a cidade da Babilnia e a adorna com palcios. Evil Merodeque, filho de Nabucodonozor, que o sucedeu em 562 a.C. foi morto depois 
de reinar dois (02) anos. O ltimo monarca do Imprio Babilnico foi abolido (555 a 539 a.C.), cujo filho mais velho, Belsazar,  mencionado em diversas inscries. 
Em 538 a.C; Babilnia foi conquistada por Ciro e, apesar de se rebelar por mais de uma vez, jamais recobrou sua independncia. Dario, associado de Ciro, ficou como 
governante de Babilnia. Dois anos mais tarde, em 536 a.C; Dario morreu, e isso, junto com a dificuldade encontrada no Oriente, obrigou Ciro a voltar a tomar conta 
do governo. Uma proclamao de Ciro declara que ele restaurara as suas prprias terras os exilados que se achavam na Babilnia, juntamente com os seus deuses, que 
no possuam imagens, levaram os vasos sagrados do Templo.
         
        CIVILIZAO ASSRIA
        
         Assria, nome greco-romano dado  parte superior da Mesopotmia, conhecida no Velho Testamento como Assur, Pntano, a terra de Ninrode (Mq 5.6; Gn 10.11). 
A Assria, de origem babilnica, tornou-se reino independente em 1700 a.C. e numa luta conquistou Babilnia, Damasco e Samaria, e Fencia e fez da Judia, Filistia 
e Idumia estados sditos. Assur, a primeira capital, ficava a margem ocidental do rio Tigre. Mais tarde ela foi transferida para Nnive, a margem oriental desse 
mesmo rio; cerca de 1300 a.C. Salmanazar I fundou o sul de Nineve a cidade de cal.
         A seguir, houve invases da Palestina, confirmados pelos monumentos. Da metade do 12 sculo m diante, Israel e Jud virtualmente se tornaram vassalos da 
Assria.
         Tiglate-Pileser I (cerca de 1130 a.C.) e Assurbanipal III (883 - 859 a.C.), o edificador do grande palcio situado no noroeste de Cal, estenderam seu domnio 
at o Mediterrneo; e o filho deste, Salmanazar III (858 - 824 a.C.) com seus aliados, um dos quais era Acabe de Israel, derrotou na grande batalha de Carcar (854 
a.C.), Hadade-Ezer (ou Bene Hadade) de Damasco.
         Pul, ist , Tiglate-Pileser IV (745-728 a.C.) recebeu tributo de Rezim de Damasco e de Menam de Samaria (II Rs 15.19, 20). Em retribuio ao reconhecimento 
de seu domnio, vai em auxlio de Acaz de Jud (II Rs 16.7) contra Peca de Samaria e Rezim de Damasco (734 - 732 a.C.). Eliminado Rezim e abolindo seu reino, tambm 
diminui o de Peca (II Rs 16.9; 15.29). Morto Peca , estabeleceu a Osias como rei tributrio (729 a.C.).
         Salmanazar V (727 -723 a.C.), castigado a desero de Osias, cerca Samaria, mas morre durante o cerco (II Rs 17.5; 18.10) e a vitria cabe a Sargo II 
(722 - 706 a.C.) que registra em seus anais a tomada de Samaria como seu primeiro sucesso militar. Sargo ento leva para o cativeiro 27.280 dos habitantes de Samaria 
e deixa ali colonos orientais. Em seus anais Jud tambm  mencionada como tributria. Ele avana at as fronteiras do Egito e toma Asdode (Is 20.1).
         Sendo morto Sargo II, 705 a.C; o sucede seu filho Senaqueribe (705-682) que em 701 a.C. comanda um exrcito a Palestina a fim de punir Ezequias, seu rebelde 
vassalo. Tiraca, rei do Egito, aliado de Ezequias  derrotado em elteque sendo destrudas as cidades e vilas de Jud, e pessoas cativas, como refns, so enviadas 
para Assria. Senaqueribe prossegue contra Jerusalm, mas todo seu exrcito  eliminado numa s noite (II Rs 19.35-37).
         Esar-Hadom (681- 669),o segundo colonizador de Samaria (Ed 4.2), impe que Jud e toda a Palestina paguem tributo, como se verifica na lista de tributo 
onde se  encontra o Nom. de Manasses. A submisso de Jud continua apesar da revolta de Manasses (II Cr 33.11), sob o domnio de Assurbanipal (668 - 626 a.C.), chamado 
Osnapar em Ed 4.10. Somente no trmino do reinado de Assurbanipal, no declnio geral do Imprio da Assria que Jud recobra independncia, entretanto, por pouco 
tempo, pois a perde, primeiramente para o Egito sob Fara Neco e depois para a Babilnia sob Nabucodonozor. Em 607 a.C. Nnive  destruda e termina assim o imprio 
da Assria.
         Os assrios se distinguiram como negociantes, soldados e administradores polticos, e deveram o seu Imprio a perfeio de sua organizao militar. As descobertas 
de Layard e Rassam, que se deram a meio sculo em Nnive, e a decifrao de caracteres uneiformes por Grotefend e Sir H. RaWlinson, constituram a chave que tornou 
possvel a leitura de textos lavrados nas esttuas e obeliscos ou nas tbuas de barro dos monumentos da Assria, guardados nas bibliotecas gerais.
         Je, Azarias, Menam, Peca, Osias e Ezequias so mencionados pelos reis contemporneos da assria.
        CIVILIZAO MEDO-PERSA 
         
         O Planalto do Ir, a meio caminho da Mesopotmia e dos Rios Ganges, foi o bero do Imprio Persa. Ai, no segundo milnio a.C; medos e persas, arianos do 
ramo lingstico indo - europeu, fixaram -se e construram uma civilizao.
         Os medos fixaram-se ao Norte, na regio de ecbtana, contgua a Assria. Os Persas instalaram-se ao Sul, entre as montanhas do Elam e o Golfo Prsico.
         
        O REINO DA MDIA
         No sculo VIII a.C. os assrios, no apogeu do seu militarismo, dominaram os Medos. As tribos, distintas e vencidas, uniram-se na luta contra o invasor. 
No sculo seguinte estava formado o reino Medo, com a capital em Ecbtana. Segundo a tradio Djoces foi o primeiro rei Medo. Cixares (625 - 585 a.C.),com um exrcito 
bem armado e disciplinado, imps o seu domnio aos persas e tentou aniquilar o poderio assrio. Auxiliado pelos Caldeus e Citas, apoderou-se de Nnive, destruindo 
o Imprio Sargnida. Astages (585 - 548 a.C.) continuou a poltica expansionista de seu pai Cixares. Ciro, em 548 a.C; destronou Astages e, excedendo seu domnio 
por todo o Planalto do Ir lanou os alicerces e fundamentos do imprio persa.
        O IMPRIO PERSA
         
         Ascenso e Queda do imprio Persa: Coube a Ciro a fundao, a Cambises a expanso e a Dario a consolidao do imprio Persa.
         Ciro, ao conquistar mdia, fundou o Imprio Persa, estabelecendo sua capital em Pasrgada. Incorporou depois o reino da Ldia, governado pelo lendrio rei 
Creso que ficou como seu conselheiro, submetendo em seguida s cidades gregas da sia Menor. Em 538 a.C; entrou vitorioso em Babilnia, onde foi auxiliado pelos 
aristocratas, sacerdotes e mercadores babilnicos, que lhe abriram as portas da cidade, e estendeu seu domnio pela Mesopotmia. Notvel administrador, recebeu o 
ttulo de rei do mundo. Estabeleceu um sistema de correios. Tratou bem os vencidos, respeitando sua religio e seus costumes. Enquanto todos os conquistadores primavam 
pela submisso e destruio dos povos vencidos, desterrando para as outras terras, como faziam os assrios, Ciro mandava de volta a sua terra os povos antes conquistados, 
exigindo apenas obedincia, no sentido muito geral, ao centro poltico, que era Babilnia.
         Ciro morreu em 529 a.C. combatendo os massagetas, nmades da sia Central. Cambises, seu filho, conquistou o Egito em 525 a.C. na batalha de Pelusa, anexando 
depois  Lbia. Durante seu reinado as fronteiras do Imprio estendiam-se do rio Nilo ao Ganges, do mar Mediterrneo ao Oceano Indico, das montanhas do Cucaso ao 
Golfo Prsico. Era preciso pois, dar coeso e unidade a essa disperso e diversidade, organizando o Imprio. Cambises morreu em 523 a.C. a caminho da Mdia em circunstncia 
misteriosas.
         Dario I, o Grande (521 - 485 a.C.), filho de Histapes, conselheiro de Ciro, foi notvel administrador e guerreiro. Venceu a Trcia e a Macednia. Formou 
uma satrapia na regio ocidental do Rio Indo. Combateu os gregos na primeira guerra mdica. Realizou grandes obras administrativas, entre as quais:
         a) Pacificou e reorganizou o Imprio, dividindo-o em satrapias para facilitar a administrao; 
         b) Cunhou moedas de ouro e prata chamadas "dricas";
         c) Aperfeioou o sistema de correios.
         A derrota de Dario, em 490 a.C; na Primeira Guerra Mdia, assinala o incio da decadncia do Imprio Persa.
         As Guerras Mdicas - ou Greco-Prsicas - marcam a fase de declnio e desarticulao do Imprio, a partir do sculo V a.C; Aps a derrota de Dario na batalha 
de Maratona, Xerxes, seu filho, desencadeia a Segunda Guerra Mdica, sendo derrotados pelos gregos na batalha de salamina, em 480 a.C; Os Persas foram definitivamente 
derrotados pelos gregos na Terceira Guerra Medica, em 479 a.C. a Batalha de Platia. O processo de decadncia aprofunda-se com Artaxerxes III. Em 334 a.C; a frente 
de tropas greco-macednicas, Alexandre invade a sia e, derrotando Dario III, nas batalhas de Grnico, Issos e Gaugamelos, conquista o Imprio Persa em 330 a.C.
        
        CIVILIZAO GREGA
         Os gregos antigos ou Helenos dividiam-se em vrias tribos: Jnios, Aqueus, oleos e Drios.
         Estudos etnolgicos e lingsticos demonstraram que a populao grega tinha uma origem indo-europia. A ocupao da Grcia pelos indo-europeus ocorreu no 
contexto das grandes migraes que tiveram por palco a sia Ocidental no perodo compreendido durante o segundo e o primeiro milnio de Cristo. A partir das invases 
dricas, o povoamento da Grcia Antiga tomou a sua forma definitiva. Na Grcia Continental, o essencial do povoamento foi fornecido pelos Jnios, que ocuparam a 
tica e a Eubia. No Peloponeso, os Drios impuseram-se, mais ou menos, em toda parte. Apenas o centro da pennsula permaneceu povoado pelos Aqueus. Os oleos ocuparam 
partes da Grcia Setentrional.
         Com o passar dos anos o territrio grego foi dividido em estados, que eram pequenos, geralmente formados por uma cidade e pelas terras ao seu redor. Assim 
sendo, eram conhecidos como Cidades-Estado ou Polis. O perodo de dissoluo dos genes e da formao das cidades-estado  conhecido tradicionalmente por perodo 
Homrico.
         Este perodo obscuro da histria da Grcia Antiga, que vai at o sculo VIII a.C; recebeu este nome, pois o seu conhecimento  baseado na interpretao 
das lendas contidas nos poemas picos "A Ilada" e "A Odissia", que a tradio atribui ao poeta grego Homero.
         A Expanso grega, que domina todo o perodo compreendido entre os sculos VII e VI a.C; intensifica-se quanto mais se desenvolvia o comrcio, e crescia 
a populao e se radicalizava a luta entre a aristocracia e o povo grego. Na Grcia do sexto sculo a.C; o papel principal na economia e na vida cultural pertencia 
as colnias gregas da sia Menor: Mileto, feso, Samos e Lesbos. Nestas Colnias gregas, assim como todas as demais cidades gregas por volta deste perodo, havia 
uma intensa luta de classes.
         Pelo final do sculo VI a.C; o reino Persa havia se expandido enormemente. Todas as costas da sia Menor tornaram-se parte do Imprio Persa. Aps a conquista 
da sia Menor, a poltica persa voltou-se para a Europa. A Prsia deveria conquistar e absorver a Grcia toda e no apenas parte do mundo grego. Para conquistar 
a Grcia Balcnica, os persas deveriam conquistar a Frigia. Em 513 A.C; o imperador Dario foi derrotado na guerra contra a Frigia. As cidades gregas da sia Menor 
revoltaram-se contra a dominao dos persas.
         Mileto foi a primeira a revoltar-se no ano de 500 a.C. Ao revoltar-se solicitou auxlio a toda Grcia. Somente Atenas e Ertria responderam  solicitao; 
os gregos foram derrotados. A cidade de Mileto foi queimada e a populao sobrevivente, escravizada. Aproveitando-se do pretexto fornecido pela entrada de Atenas 
e Ertria na guerra, Dario declarou guerra a Grcia.
         Em 490, Dario anunciou publicamente que iria punir Atenas e Ertria. Nesta campanha os persas destruram Naxos e Ertria e desembarcaram em Maratona, na 
tica. Os atenienses lutaram apenas com o auxilio da cidade de Platia, na Becia, e derrotaram os persas. Com a morte de Dario em 485 a.C. seu filho Xerxes iniciou 
outra campanha em 480 a.C. contra os gregos. Nesta guerra, os persas foram derrotados na batalha naval de Salamina.
         No ano seguinte, os persas retornaram. A frica foi conquistada e Atenas foi destruda. Esparta, a frente dos outros Estados gregos, atacou os persas na 
tica. Os persas foram derrotados em Platia. No processo de expulso dos persas da sia Menor, formaram-se a Confederao de Delos, uma confederao martima centralizada 
na cidade de Delos, mas presidida por Atenas. Pela atuao desta confederao, os persas foram expulsos do Egeu.
         No sculo V a.C; havia na Grcia duas  grandes foras: a Confederao de Delos ou liga Martima Ateniense e a liga do Peloponeso encabeada por Esparta. 
Os interesses dos dois Estados eram divergentes e uma luta aberta entre os dois se tornou inevitvel. Em 431 a.C; estourou a guerra entre Atenas e os Peloponsios. 
Corcira, uma abastada colnia de Corinto e ponte natural entre a Grcia e o Ocidente, expressou sua vontade de celebrar uma aliana com Atenas. Esta aliana daria 
a Atenas condies de dominar o comrcio com o Ocidente. Esparta, pressionada por Corinto, decidiu-se pela guerra.
         Esta guerra, conhecida como guerra do Peloponeso, durou vinte e oito anos. Terminou em 405 a.C; com a derrota final dos atenienses pelos espartanos, iniciando 
um perodo de hegemonia espartana.
         A cidade de Tebas, localizada no estreito de Corinto, projetava-se como grande potncia, quando se iniciou a hegemonia espartana. O tratamento que Esparta 
dispensava as suas aliadas e adversrias levou Tebas, aliada aos democratas da Grcia, a opor-se militarmente a ela. Com a vitria sobre Esparta, iniciou-se um pequeno 
perodo de hegemonia tebana (371- 362 a.C;), que terminou quando uma coligao de cidades gregas enfrentou Tebas na batalha de Leuctras. O mundo grego enfraqueceu-se.
         A Macednia, pas localizado a nordeste da Grcia, em 338 a.C; conquistou-a na batalha de Queronia. Felipe da Macednia conquistou a Grcia. Seu filho 
Alexandre Magno, aps consolidar as conquistas Macednica na Grcia, expandiu o Imprio para o Oriente chegando at a ndia.
         A cultura e a lngua grega, graas as campanhas de Alexandre Magno, haviam sido confundidas pelo Oriente. A cultura racionalista, humanista e antropocntrica 
da Grcia, difundida pelo Oriente, fundiu-se com a cultura desptica e mstica do Oriente.
         A sntese da cultura greco-oriental chamamos helenstica e helenismo, ao seu perodo de Florescimento.
        A CIVILIZAO MACEDNICA
        
         A Macednia, regio ao norte da Grcia, tinha solo frtil, apesar de montanhoso. Nela viveram camponeses rudes, organizados em tribos relativamente desunidas 
entre si, enquanto os gregos j tinham alcanados sua notvel civilizao. Por Isso eram considerados "brbaros", embora sua lngua fosse uma variao do grego e, 
racionalmente, constitussem um povo helnico.
         No sculo V a.C; durante o apogeu de Atenas, A Macednia comeou a ser  organizada como nao. O rei Arquelau levou o povo  cultura grega, construiu estradas, 
fortalezas e comeou a organizao do exrcito. Em 359 a.C. sobe ao poder Filipe II. Na sua adolescncia (dos 15 aos 18 anos) havia ficado em Tebas, como refm. 
Na ocasio, estudou a organizao poltica dos gregos e analisou suas virtudes e fraquezas como povo. A testa dos macednios, Filipe', aps dotar seu exercito de 
extraordinrio poderio, pe em ao um plano para a dominao da Grcia. Nesse tempo as cidades gregas estavam decadentes e divididas em lutas internas. Chamado 
para socorrer algumas cidades envolvidas em uma guerra de carter religioso (da Liga Anfictinica), Felipe marcha para o sul e domina a Grcia, apesar da resistncia 
dos atenienses e tebanos, alertado pelo grande orador Demstenes.
         Habilidosamente, Felipe promete respeitar a autonomia das cidades gregas, desde que seus exrcitos ficassem doravante, sob controle macednico. Procurando 
um objetivo comum, capaz de unir os desunidos gregos, encontra-o na campanha contra os persas, velhos inimigos dos helnicos. O restante de seu governo  dedicado 
a essa tarefa, que, entretanto, no pode realizar, pois morreu em 336 a.C.
         Morto Felipe, seu filho Alexandre tinha apenas 20 anos. O trono vago logo atrai vrios pretendentes que precisam ser rapidamente afastados. Alexandre sufoca 
algumas revoltas e torna-se dono do poder. Alexandre  uma das personalidades mais paradoxais da Histria. Macednio de nascimento, educado por Aristteles, era 
grego de formao. Tinha rasgos de generosidade misturados com ataques de vingana repentina e cruel. De grande beleza fsica, forte, audaz e corajoso, aliava a 
nobreza, elegncia e sabedoria do grego com a destreza rude do brbaro macednico.
         Sua curta vida no conheceu descanso. Realizou em 13 anos o sonho de vrios monarcas da Antigidade, conquistando o maior imprio at ento formado no mundo. 
Foi o preparador do terreno para a futura expanso do Imprio Romano. Seu amor a cultura grega o levou a implant-la no Oriente, estimulando a fuso de povos de 
natureza to diferente e criando a chamada "civilizao helenista".
         Em 334 a.C. atravessa o Helesponto e trava a batalha de Granico; 333 a.C. - batalha de Isso; 332 a.C.- tomada de Tiro, conquista do Egito (onde foi recebido 
como um deus) e fundao de Alexandria; 331 a.C. - batalha de Gaugamelas, conquista de Babilnia e Susa; 330 a.C. - atinge a fronteira da ndia (rio Indo); 327 a.C. 
- cruza o rio Indo e suas  tropas pedem para voltar; 325 a.C. - inicia  a marcha de volta; 323 a.C.- morre na Babilnia com 33 anos, vtima de febre palustre. 
         Os generais chamados "didocos", senhores de grande fora, entraram em luta entre si, provocando o esfacelamento do Imprio e dando origem a novos Estados. 
Seleuco ficou com a Prsia, Mesopotmia e Sria; lismaco recebeu a sia Menor e a Trcia; e Cassandro ficou com a Macednia e a Grcia.
        CIVILIZAO ROMANA
        
         Do mesmo modo que na Grcia, tambm na Itlia o primeiro tipo de organizao poltica foi  cidade-estado. Roma surgiu s margens do rio Tigre, segundo 
a lenda no ano 753 a.C. O calendrio romano data a partir dessa poca. Atravs da anlise das tradies locais e das cerimnias religiosas da primitiva religio 
romana, podemos afirmar que Roma teria surgido quando os latinos do Monte Palatino se uniram aos Sabinos do Monte Rema teria surgido quando os Latinos do monte Palatino 
se uniram aos Sabinos do Monte Quirinal, formando uma comunidade forte e unida. A data certa desta unio  imprecisa, variando de 814 a 729 a.C. Costuma-se dividir 
a histria romana, tomando-se como critrio divisor a evoluo poltica em trs perodos: Monarquia, Repblica e Imprio.
         O perodo monrquico iniciou-se com a funo de Roma e terminou em 509 a.C. quando uma revolta da aristocracia deps o ltimo rei, Tarqunio, o Soberbo. 
Alm de Patrcios e Plebeus, existiam os clientes, homens livres os quais dependiam de um aristocrata romano que lhe dava um pedao de terra para cultivar em troca 
de uma taxa e de trabalho que o cliente deveria pagar. Os escravos eram propriedades da famlia patrcia. Em 509 a.C; uma revolta de aristocracia deps o ltimo 
rei romano, de origem etrusca, Tarqunio, o Soberbo e proclamou a repblica. Como causa fundamental da revolta, podemos citar o fato de que este rei procurava centralizar 
cada vez mais o poder em suas mos.
          No perodo republicano, a grande modificao deu-se nas instituies polticas. A aristocracia colocou no lugar do rei dois magistrados eleitos por um 
ano. Os Cnsules - com plena autoridade sobre os assuntos civis, militares e religiosos. Em caso de necessidade, este poder seria entregue a um ditador pelo perodo 
de seis meses. o Senado do qual s participavam os patrcios, assumiu uma maior importncia poltica. A Assemblia Popular tambm teve a sua importncia poltica 
aumentada. De simples rgo, que registrava os editos reais, passou a voltar s questes que lhe eram apresentadas pelos Cnsules.
         A Luta de classes entre patrcios e plebeus intensificou-se com a queda da monarquia. Os plebeus, apartir das reformas de Srvio Tlio, tinham participao 
militar na vida romana, mas a sua participao poltica era diminuta. O Senado e as Magistraturas eram monoplios exclusivos dos patrcios.
         Os plebeus tinham uma participao meramente formal na  Assemblia, a qual era reunida para votar as leis j preparadas pelo senado; tratava-se portanto 
de leis ao gosto dos patrcios; estes decretavam guerras que empobreciam a plebe, obrigando-a a se endividar e acabando por escraviz-la por dvidas contradas com 
os prprios patrcios. Isto provocou as revoltas sociais em Roma, obrigando os patrcios a fazerem concesses  plebe: Tribunos da Plee (495), Lei das XII Tbuas 
(450), Lei Canulia (445), lei Licnia (366) e a lei que criava o Comcio Plebis (286) o que dava aos plebeus o direito de plebiscito.
         Ao mesmo tempo em que evolua a organizao poltica de Roma no plano interno, no plano externo os romanos realizavam primeiramente guerras defensivas e, 
mais tarde, guerras ofensivas. Depois da conquista da Itlia, os romanos entraram em choque com Cartago, vencendo-a depois de um sculo em que se realizaram trs 
guerras (Guerras Pnicas de 264 a 146 a.C.) e impondo seu domnio na Siclia, Crsega e Sardenha. A Espanha s foi dominada integralmente por Roma em 133 a.C.
         Em sua expanso externa Roma conquistou a Macednia em 197 a.C; a Sria em 189 a.C; a Grcia em 146 a.C; Portugal em 140 a.C; e Prgamo que, por testamento 
do rei, converteu-se em provncia romana em 129 a.C. O Egito caiu sob o domnio romano, de definitivamente, em 30 a.C. com Otvio Augusto.
         Os romanos exploravam intensamente as suas provncias. Nas regies dominadas ficavam o exrcito romano e os governadores que tinham os ttulos de procnsules 
e proletores. Estes governadores tinham em suas mos o poder civil e militar, alm do proletores. Estes governadores tinham em suas mos o poder civil e militar, 
alm do direito de vida e morte sobre os habitantes. A arrecadao dos impostos provinciais era arrendada pelo Estado romano a particulares, os publicanos e, com 
a ajuda dos governadores provinciais, exploravam violentamente as provncias. Alm da arrecadao de impostos, os publicanos dedicavam-se a emprestar dinheiro a 
juros altssimos as provncias e as cidades.
         Aps ter realizado grandes conquistas, a Repblica Romana foi agitada por violentas lutas de carter social. Segue-se anos de grande agitao. Generais 
passam a dirigir os acontecimentos. Alguns defendem os plebeus, como Mrio; outros, os patrcios, como Sila. Ambos, alm de rivais, executaram cruis represses 
contra seus inimigos. Foram anos de lutas sangrentas.
         Mais tarde o poder fica nas mos de Pompeu. Este alia-se a Jlio Csar e a crasso, romano de grande fortuna. Forma-se o Primeiro Triunvirato que durou de 
60 a 44 a.C.
         Os triunfos de Csar na Glia aumentavam os temores dos senadores, seus tradicionais adversrios, e de seus novos amigos, Pompeu e Crassso. Enquanto realizava 
a campanha da Glia, Csar esforou-se para manter o triunvirato. Com a morte de Crasso no Oriente, aumentaram os conflitos entre Csar e Pompeu. O mandato de Csar, 
nas Glias, expirou em 49 a.C. O senado props-lhe licenciar o seu exrcito e voltar a Roma, onde seria candidato ao cargo de Cnsul. Csar recusou-se a licenciar 
o seu exercito, invadiu a Itlia e marchou sobre Roma. Os senadores fugiram da cidade e Pompeu retirou-se para a pennsula Balcnica. Csar lanou-se ento, contra 
a Espanha e depois atacou a pennsula Balcnica, derrotando o prprio Pompeu, que fugiu para o Egito, onde morreu assassinado por ordem de Ptolomeu XII. Em seguida, 
voltou-se contra o Egito, onde havia uma luta pelo poder entre os herdeiros do trono. Csar colocou a rainha Clepatra no poder e deixou o Egito em  47 a.C. Aps 
derrotar o rei Francs, do Ponto, voltou a Roma.
         Voltando a Roma, Csar tornou-se o Chefe do estado romano, tendo sido ditador vitalcio, mantendo ao mesmo tempo os cargos de tribuno e cnsul. Apesar de 
ter um poder absoluto em Roma, recusou-se a restaurar a monarquia, por temer revoltas da plebe romana. A faco republicana do senado, temendo a restaurao da monarquia, 
assassinou-o em 44 a.C.
         Em 42 a.C; os trs lideres cesarianos: Marco Antnio, Lpido e Otvio concluram um acordo, constituindo o segundo triunvirato. No Oriente, Marco Antnio 
governava autocraticamente, doando, inclusive, provncias do Imprio Romano a Clepatra, rainha do Egito. Este governo autocrtico de Antnio foi a salvao de Otvio 
aos olhos da populao romana, que estava revoltada contra as confiscaes da terra feitas por Otvio. Esta populao apoiava um elemento da famlia dos Pompeu, 
que se tornara senhor da Siclia. Em 37 a.C;  Otvio imps uma srie de derrotas a este Pompeu e destituiu Lpido do seu poder. 
         Quando Marco Antnio comeou a doar provncias romanas aos herdeiros de Clepatra, Otvio apresentou-o aos romanos como traidor dos seus ideais. Os prprios 
oficiais de Antnio acreditaram em suas denncias; o senado tomou o partido de Otvio; toda a Itlia e as provncias lhe juraram fidelidade. No final de 31 a.C; 
na batalha de Actium, na Grcia, as foras de Antnio renderam-se a Otvio. Marcos Antnio e Clepatra fugiram para o Egito, onde se suicidaram. Em 30 a.C; o Egito 
foi ocupado por Otvio.
         O Imprio se implanta de fato quando Otvio retorna do Egito com seu numeroso exrcito. O Senado deu-lhe vrios ttulos que legalizaram seu poder absoluto: 
Cnsul, Ditador, Censor, Prncipes Senatus (primeiro entre os iguais), e finalmente Augusto, ttulo s dado aos deuses, que permite Otvio escolher seus sucessores. 
Otvio adotou o nome Augusto, conservando durante o seu reinado as aparncias do regime republicano,
         A cobrana de impostos nas provncias foi retirada das mos das companhias de cavaleiros, passando a ser feita pelo Estado. O exrcito romano formado pelos 
cidados estava aquartelado nas provncias e mantendo as fronteiras do Imprio contra os germanos e eslavos. Para proteger a pessoa do imperador em Roma, foi criada 
a Guarda Pretoriana, cujos soldados tinham mais privilgios que os soldados normais. A Itlia conheceu um perodo de ordem e progresso. O mesmo ocorreu com as provncias, 
livres da espoliao dos governadores e das companhias de cavaleiros que arrendavam a cobrana de impostos.
         A nobreza senatorial, com uma srie de privilgios como, por exemplo, o comando das legies, era a primeira classe da sociedade. Os cavaleiros, apesar de 
perderem o arrendamento da cobrana de imposto provinciais, receberam muitos privilgios, tendo sido considerados a segunda classe da sociedade. O Imprio foi dividido 
em provncias senatoriais e imperiais. As primeiras eram provncias j pacificadas, cuja administrao ficava ao cargo do senado, e as segundas eram provncias onde 
estavam aquarteladas tropas romanas, cuja administrao estava subordinada ao imperador.
Na poca em que Otvio Augusto realizava o recenseamento do Imprio, a fim de fornecer base para o lanamento de impostos, ocorreu o fato mais transcendental de 
seu governo: o nascimento de Jesus Cristo, em Belm de Jud, ento uma das provncias de Roma. Seu nascimento marca o incio da Era Crist. Otvio Augusto morreu 
no ano 14 depois de Cristo, aos 76 anos de idade.
         O principado aps Augusto - O poder exercido pelos sucessores de Augusto foi meramente pessoal e totalmente corrupto. Seus sucessores: Tibrio (14-37 a.D.), 
Calgula (37-41 a.D.), Cludio (41 - 54 a.D.), Nero (54-68 a.D.), Galba (68-69 a.D.), Oto (69 a.D.), Vitlio (69 a.D.), Vespasiano (69-79 a.D.), Tito (79-81 a.D.) 
e Domiciano (81-96 a.D.). Estes imperadores, incluindo Csar, que foi ditador, e Otvio Augusto, so chamados "Os Dozes Csares".
         Com os Antnimos, houve um perodo de despotismo esclarecido em Roma. Estes imperadores procuraram conciliar o poder do imperador com o ideal estico de 
servir a comunidade. So eles; Nerva (96-98 a.D.), Trajano (98-117 a.D.), Adriano (117-138 a.D.), Antnio Pio (138-161 a.D.), Marco Aurlio (161-180 a.D.), e Cmodo 
(180-192 a.D.). O reinado do imperador cmodo (180-192 a.D.) deu fim ao despotismo esclarecido e iniciou novo perodo de violncia, cuja caracterstica principal 
foi o controle do poder pelo exrcito. O servo coloca e depe do poder os imperadores. O Estado passou a ser entendido como uma extenso do exrcito. O exrcito 
romano perdeu o gosto pela guerra, tendo sido sua principal atividade vender-se aos que desejassem o cargo de imperador. Entre 235 e 285 a.D. houve 26 imperadores 
romanos, dos quais apenas um teve morte natural.
         Neste perodo, a fronteira do Imprio foi ultrapassada em quase todos os pontos. Fortes alianas de tribos germnicas formaram-se com o objetivo de tomar 
as provncias romanas na Europa: Os Saxnios saquearam as costas da Gr-Bretanha e da Glia; esta ltima foi ameaada ao norte pelos Francos e ao sul pelos Alamanos; 
os Godos e sarmatas avanavam na direo do baixo Danbio e a dinastia Sassmida da Prsia atacava o Oriente. A partir do sculo III, as incurses dos chamados brbaros 
contra o Imprio intensificaram-se. No Oriente, levantaram-se contra Roma os reinos da Frigia e de Palmira. As revoltas dos colonos e dos escravos, aliadas as invases 
brbaras por mais de um sculo, enfraqueceram o Imprio romano.
         Diocleciano (284 a 305 a.D.) foi o primeiro imperador que, aps longo tempo de anarquia militar, imps um poder desptico do tipo oriental. Dividiu o Imprio 
em quatro partes, dando as outras trs a seus amigos. Este novo sistema chamou-se de Tetrarquia. Constantino transformou o trono em hereditrio e conseguiu que sua 
dinastia tivesse dois grandes suportes: o exrcito e a religio. Um poder desptico do tipo oriental s se tornaria perfeito com a sano da religio. Compreendendo 
isto, Constantino procurou criar uma religio mais popular entre os soldados do exrcito romano era o cristianismo. Por isso, no ano 313, como o edito de Milo, 
deu liberdade de culto aos cristos. Fundou Constantinopla e a fez capital do Imprio.
         Segue-se uma fase de diviso do Imprio at que chega ao poder Teodsio (379 a 395 a.D.). Defendeu a f crist e conseguiu manter a unidade do Imprio. 
Ao morrer, dividiu o Imprio, dando a cada de seus filhos uma parte: o Imprio Romano do Ocidente, com a capital em Roma, foi entregue a Honrio; o Imprio Romano 
do Oriente, com a capital em Constantinopla, foi entregue a Arcdio.
         O golpe final sobre o Imprio Romano do Ocidente foi dada pelos brbaros que comearam a se infiltrar militarmente no incio do sculo V. Primeiro foram 
visigodos que, liderados por Alarisco, saquearam Roma esse fixaram na Pennsula Ibrica e Sul da Glia, constituindo o primeiro reino germnico dentro das fronteiras 
do Imprio. Os vndalos seguiram o exemplo, saindo do Danbio, cruzando a Glia e Espanha e parando na frica do Norte. Os francos ocuparam o norte da Glia. Os 
anglo-saxos invadiram a Bretanha, ocupando as terras baixas.
         Dessa forma, em 476 a.D; somente a Itlia constitua o Imprio Romano do Ocidente, e assim mesmo no por muito tempo. O imperador Jlio Nepos foi deposto 
por Orestes, chefe do seu exrcito, que colocou seu filho (6 anos) como imperador com o nome de Rmulo Augstulo. Os brbaros hrulos, membros do exrcito romano, 
depuseram-no em 476 e colocaram no poder o seu chefe Odoacro. Este intitulou-se rei da Itlia e enviou as insgnias do cargo do imperador romano ao de Constantinopla.
         Com as grandes invases, termina o Imprio Romano do Ocidente e a chamada Histria Antiga Clssica. Comea a Idade Mdia, que se ir prolongar por 10 sculos, 
at a queda do Imprio Romano do Oriente em 1453 em poder dos turcos otomanos liderados por Maom II. A unio de povos da mais variada origem (germanos, eslavos, 
mongis) com os antigos romanos ir dar origem ao europeu moderno. Por outro lado, os povos invasores, apesar de muita destruio causada em monumentos e tesouros 
dos romanos, acabaram aceitando sua cultura. As lnguas europias modernas refletem a influncia do latim. A religio crist  a predominante em toda a Europa. O 
Direito Romano  a base da sua legislao ainda hoje. As fronteiras dos pases europeus, apesar da sua constante mudana, ainda guardam muita relao com aquelas 
quase estabeleceram nos antigos reinos brbaros, edificados sob a runa do outrora invencvel Imprio Romano.
        
        CIVILIZAO HEBRAICA
        
          Os hebreus foram um povo semita, originrio da baixa Mesopotmia. Segundo a Bblia, seu livro sagrado, o patriarca Abrao recebeu de Deus a misso de levar 
seu povo a Palestina, ou terra de Cana. Abrao obedeceu e os hebreus ali se fixaram. Seu territrio limitava-se ao norte com a Fencia e a Sria; ao sul ficava 
o deserto de Sinai. A leste, as terras dos Moabitas e Amonitas; a oeste o Mediterrneo. A primeira fase da histria do povo hebreu correspondeu ao governo dos patriarcas. 
Seminmade, obedincia a seus chefes mais velhos e prestigiados. Aps o patriarcado, foi estabelecido o governo dos juizes e, mais tarde, o dos reis.
         Jac, que teve seu nome mudado para Israel, foi o pai de doze filhos homens que deram origem as doze tribos de Israel. Vrias vezes o povo de Israel teve 
de deixar sua terra e viver na alheia. Nos dias de Jac emigrou para o Egito, para fugir   Terrvel fome que se abateu sobre a Palestina. L viveu em paz por mais 
de 200 anos, quando ento foram escravizados por Amsis I, aps a expulso dos hicsos. Moiss, nascido no Egito e educado na corte do fara, vivia em Mdia quando, 
comissionado por Deus, foi ao Egito e conseguiu finalmente autorizao para que seu povo regressasse a sua terra. Comea ento o xodo do povo, que leva 40 anos, 
vagando pelo deserto. Nessa ocasio Moiss recebe, no Monte Sinai, as Tbuas da Lei, que passam a ser, deste ento, a legislao bsica dos hebreus. Moiss no consegue 
chegar a Cana. Morre ao avist-la.
         Seu sucessor, Josu, cruza o rio Jordo e d combate aos cananeus, que ento habitavam a Terra Prometida. Vencidos os cananeus, os israelitas se estabelecem 
na Palestina. Tm de travar luta contra os povos vizinhos, permanentemente. Esta  a fase dos juizes (principais: Otoniel, Gideo, Sano e Samuel). Para unir e 
fortalecer a defesa, o povo pede um rei, e Samuel resolve sagrar o primeiro rei: Saul. Segue-se-lhe Davi, rei guerreiro, que estende as fronteiras do pas conquistando 
terras aos vizinhos. Em seguida Salomo, sbio e pacfico, famoso pelo poder e riqueza.
         Salomo construiu o templo de Jerusalm com o auxlio de operrios fencios. Aliou-se ao rei Hiro, de Tiro (Fencia); cobrou tributo das caravanas que 
atravessavam suas terras; comerciou com vizinhos e povos distantes. A corte era faustosa e o monarca, ao fim de seus dias, caiu no desagrado do povo pelas despesas 
excessivas de seu palcio e pelos altos impostos que cobrava. Alm disso, permitiu que deuses estranhos se misturassem ao culto monotesta, que caracterizava a religio 
dos hebreus desde sua origem.
         Aps a morte de Salomo, os hebreus dividiram-se: dez tribos do Norte formaram o Reino de Israel, liderados por Jeroboo; duas tribos do sul formaram o 
reino de Jud, liderados por Reoboo, filho de Salomo (924 a.C.). A partir de ento vrias vezes estiveram em luta. O Reino de Israel, desde o seu incio, viveu 
na idolatria; isto fez com que a ira de deus se manifestasse sobre ele, permitindo que no ano de 722 a.C. fosse conquistado por Sargo II, da Assria, e seu povo 
fosse levado para o cativeiro, sendo seu territrio habitado por outros povos, ali colocados por ordem do rei da Assria.
         O Reino de Jud viveu em perodos de fidelidade a Deus e perodos de idolatria. Quando a apostasia dominou a nao, o castigo de Deus veio sobre ela, atravs 
do rei Nabucodonozor, da Babilnia, no ano 585 a.C. A Cidade Santa, Jerusalm, foi destruda, o Templo foi queimado, os nobres eram amarrados e levados para o cativeiro. 
Ali foram deixados os pobres para vinheiros e para lavradores, ficando Gedalias como maioral sobre eles. O cativeiro durou at os dias de Ciro, rei da Prsia, que 
permitiu ao povo que estava escravizado na Caldia, regressar a Palestina e reerguer o Templo de Jerusalm (536 a.C.). A seguir a Palestina foi invadida por Alexandre 
da Macednia (332 a.C). Depois passou a ser protetorado egpcio (301 a.C.), colnia sria (298 a.C.) a provncia romana (63 a.C.).
         No ano 70 da era Crist, aps uma fracassada revolta contra a dominao romana, Jerusalm foi conquistada por Tito e seus exrcitos, ocorrendo uma segunda 
destruio do templo. Os judeus foram expulsos da Palestina, ficando este acontecimento conhecido na Histria pelo nome de Dispora, s retornando no sculo XX, 
onde fundaram em 1948 o atual Estado de Israel. Custaria relativamente pouco ouvir as lies da Histria. Nenhum povo tem podido sobreviver por muito tempo. Como 
se fossem seres humanos, nascem, vivem e morrem. Mas ns perguntamos: Por que morrem os povos? Pelas mesmas causas que morrem os homens. Desobedincia a Deus. Jerusalm 
teria sobrevivido se tivesse sido fiel, mas a sua infidelidade trouxe-lhe a runa. Os judeus tm sobrevivido e continuaro a sobreviver, at que Cristo retorne; 
mas isso s porque esto sob a dispensao de um conserto bilateral, em que Deus se Comprometeu a poup-los para sempre. A sua cidade e a sua nao morreram; mas 
eles, sendo filhos de Abrao, continuaro a viver, a despeito dos dios gentios e das mais cruciantes perseguies.
         Eis a a lio da Histria: "A justia exalta os povos, mas o pecado  o prprio das naes".
         
        HISTRIA DOS HEBREUS
        
         Visitar Israel  um sonho acalentado por milhes de pessoas, em cada gerao. Razes tnicas, histricas e religiosas ligam essa terra e esse povo a toda 
humanidade. O mundo islmico reconhece a necessidade de contatar com Jerusalm para contemplar as terras palmilhadas, num passado remoto, pelo inesquecvel profeta 
e apstolo da f, Abrao.
         O mundo cristo jamais poderia dissociar a Palestina de sua prpria historia, posto que foi o lugar escolhido pelo Criador para que seu filho ministrasse 
aos homens a mensagem do bem, do amor e do perdo. Tambm foi nas cercanias de Jerusalm que Ele se ofereceu, num sacrifcio sem par, para resgatar os homens de 
seus males e pecados. Jesus Cristo amou Jerusalm, chorou sobre ela, morreu contemplando-a, nunca lhe perdeu de vista. Os judeus, povo que tem sofrido como nenhum 
outro, povo que tem se constitudo num milagre especial por poder sobreviver durante milnios, mantendo  seu ritualismo, suas tradies e idioma, so compelidos 
pelo prprio estatuto que os rege, a imorredoura lembrana de Jerusalm: "Se eu me esquecer de ti,  Jerusalm,... apague-se-me a minha lngua ao meu paladar." Sl 
131. 5a, 6a.
         Israel  um milagre da histria. Israel  um milagre da f. Israel  um milagre de Deus. Em Israel est um pouco do prprio corao de Deus. Por isso, muita 
emoo nos causa o estudo da Histria desse povo que foi escolhido, guardando, castigando e restabelecimento pelo prprio Deus.
         
        2- PRIMRDIOS DA HISTRIA BBLICA
         
         Depois do dilvio, segundo a narrativa bblica, a famlia de No estabeleceu-se na Armnia, pois que a viagem descrita em Gnesis 11.2 indica o rumo do 
Ocidente, para a terra de Sinear, ou seja, a terra de Sumer, das antigas narrativas. Estabelecidos aqui, fundaram diversas cidades mencionadas em Gnesis, muitas 
das quais esto  atualmente identificadas como Acade, Babel, Ereque, Ur e outras (Gn 10.10), espalhando-se depois por terras mais distantes. Os povos imediatamente 
mais notveis, produtos desta disperso, foram os acdios, os sumrios, os mitnios e os hiteus. Em torno desta trs ou quatro raas gira toda a vida social e poltica 
dos primeiros sculos aps o dilvio.
         Sem qualquer dvida, o culto dos primeiros caldeus era monotesta. O que causa surpresa  como esse culto puro foi convertido na mais torpe idolatria, que 
nos vem daqueles tempos. Instintivamente, comearam a adorar as foras da natureza (chuva, trovo, sol, lua, etc...). Os templos e as divindades planetrias comearam 
a surgir por toda parte. Anu, era o deus dos cus, Bel o senhor do mundo invisvel e Hea a deusa dos infernos. Estas divindades principais tinham sido geradas por 
uma divindade suprema dos Hebreus, que sempre apareceu com o nome de IL ou EL o nome do deus supremo. Desses trs primeiros vieram depois muitos outros, e,  medida 
que o povo ia se afastando de deus, ia se multiplicando as suas divindades.
         A chegada dos amorreus  Babilnia parece que no melhorou muito a vida espiritual dos caldeus. A mistura. Em lugar de concorrer para a purificao dos 
costumes, talvez conduzisse a maiores decomposies>Dai Deus determinar comear de novo, e comear no por destruir a raa, mas criando uma nova raa.
         
        2.1- A FAMLIA DE ABRAO
        
         A famlia de Abrao proviera do primitivo elemento amorreu, mais ou menos, monotesta. Com esta famlia, seria iniciado o terceiro captulo da histria 
humana. "Ur dos Caudeus" ou Orfah, tambm chamada Edessa, foi  terra de Abrao. Nada sabemos da infncia de Abrao, seno que nasceu no meio de um povo idlatra, 
visto como na sua cidade havia um grande templo construdo a uma deusa notvel. Alguns tm admitido que Ter seria tambm idlatra, mas parece que apenas adorava 
deuses domsticos (Gn 31.19). Contudo,  certo que, no meio do politesmo reinante, havia profundas marcas de monotesmo, segundo informa Langdon. Da sua cultura, 
tambm pouco se sabe, seno que seria um rude pastor. A cultura de Ur tinha atingido propores considerveis no tempo de Abrao. Ele nasceu em 2.160 a.C; mais ou 
menos, depois que a civilizao camita e semita dera ao mundo algumas das suas mais renomadas concepes.
         Os leitores do Velho Testamento so levados a pensar em Abrao como um antigo beduno, de cajado na mo, saco ao ombro, tangendo o rebanho de gado. Puro 
engano! Era muito mais do que isto. Se a sua lngua era uneiforme antiga, ele chegou a Palestina falando o hiteu, que, sendo do mesmo grupo, seria, entretanto, bastante 
diferente.
         Abrao, diplomata, viajante, "capitalista", pois era homem de grandes recursos, mantendo relaes com reis e imperadores, indo a guerra contra quatro grandes 
monarcas (Gn 12),  o heri que os estudantes do V.T. devem aprender a conhecer.
         
        3. A CHAMADA DE ABRAO E SUA DESCENDNCIA
          "Ora, disse o Senhor a Abrao: sai da tua terra, da tua parentela, da casa de teu pai, e vai  terra que te mostrei..."Gn 12.1
         J no captulo 11.31 se conta como Ter saiu de Ur dos Caudeus, levando a famlia rumo a Ar, pelo que se pode inferir que a narrativa do captulo 12  
uma repetio do ato anterior. De qualquer forma, o chamado veio de Abrao, como nos informa outra escritura em Atos 7.1,2. Como Ter era o chefe da famlia,  natural 
que ele seja envolvido na vocao de Abrao. Arrumadas as coisas, teria a famlia demandado a terra prometida, que ficava do outro lado do deserto da Arbia. Subindo 
o Eufrates, vieram a Ar, tambm designada, noutros passos, por Pad-Ar ou ainda Carram.  uma regio ampla, com boas pastagens para os gados. Ou porque Ter fosse 
velho e no pudesse agentar a viagem, ou por outros motivos que a Bblia no conta, pararam ali at que Ter morreu. Pela narrativa bblica, tudo parece ter corrido 
como se tratasse de uma famlia de imigrantes em demanda de outro pas, coisa que seria muito natural, especialmente naqueles dias. Entretanto, as descobertas arqueolgicas 
nos abrem um mundo novo. De modo geral , Ar era uma terra desconhecida at pouco tempo atrs. Uma terra apenas de bedunos mal situados, e nada mais. Era simplesmente 
a terra "entre rios".
         A cidade de Naor, irmo de Abrao (Gn 24.24), onde Isaque encontrou a esposa, era uma das cidades do reino de Mari, um reino pacfico, e de onde, depois, 
nos veio igualmente, o profeta feiticeiro, Balao. At que ponto a famlia de Abro teria infludo nos destinos do reino de Mari, no sabemos, mas somos levados 
a admitir que teria exercido grande influncia, especialmente em matria religiosa, pois era testa, enquanto Mari era um reino politesta. As coisas eram de tal 
modo em Ar, que Abrao parece at ter-se descuidado do chamado para ir a terra de Cana. Tudo indica que a regio gozava de paz e prosperidade e que viver entre 
o povo de Mari era viver em paz.
         Com a morte de Ter tinham cessado os motivos que detiveram Abro de continuar a viagem para o Ocidente. Deus ento lhe ordena que v  terra do seu destino. 
O captulo 12 de Gnesis deixa-nos meio incertos do ocorrido, mas o final do captulo 11  que nos esclarece o assunto. Saram todos de Ur e vieram a Ar. No captulo 
12.4  relembrada a chamada: "Partiu, pois, Abrao, como lhe ordenara o Senhor, e L foi com ele", ficando, portanto, em Ar todo o resto da famlia.
         Ao entrar na Palestina e passar pelas cidades muradas, pelas fortalezas que mais tarde o conquistador Josu teve de vencer, teria ficado impressionado. 
O que ns atualmente conhecemos de Laqus, para mencionar apenas uma fortaleza, basta para nos convencer de que ele teria  ficado impressionado. No sido sem motivo 
que Deus lhe aparecera no carvalhal de Manre e lhe repetira a promessa, como a dizer: "No te espantes com as cidades muradas, com as fortalezas, porque tudo isto 
ser posto abaixo no devido tempo." Notamos que constantemente Deus reafirma, tanto a ele como a seus descendentes, que a terra prometida lhes seria entregue. Ns 
sabemos que, mais de 600 anos de pois, ainda se julgava impossvel conquistar uma terra de tal modo guarnecida de fortes exrcitos e grandes muralhas. Para Deus 
nada  impossvel.
         Depois do grande Conserto celebrado no captulo 15 de Gnesis, em que ficou estabelecido o contrato oficial de que Deus cumpriria as promessas anteriormente 
feitas, veio a mudana do nome do heri, de Abrao, como pai de muitas gentes. Igualmente, foi mudado o nome de Sarai "minha princesa" para Sara, pois ela seria 
a geratriz da famlia eleita. Concomitantemente,  estabelecido o rito da circunciso, por meio do qual a raa escolhida seria distinta de todas as outras. Este 
rito tem prevalecido at por nossos dias e  por ele que se identifica o verdadeiro hebreu.
         Abrao j estava velho e tambm a sua mulher, e a garantia da promessa no tinha sido dada. Sem filho, como iria Abrao herdar a terra prometida? Finalmente, 
tendo Abrao 100 anos de idade, nasce Isaque, o herdeiro. Ismael j era grande h este tempo, e agora estava fora de dvida que ele no seria mesmo o herdeiro das 
promessas, embora lhe coubesse uma grande tarefa, conforme a Histria nos ensina. Os ismaelitas, ramo rabe, so numerosssimos, ocupando uma rea muito maior do 
que a Palestina mesma.
         Do Paquisto  Arbia, encontram-se de permeio com muitos outros povos.
         Na vida do patriarca, poucos incidentes teriam deixado maior impresso do que o quase sacrifcio de Isaque. Abrao deixou, para as geraes, o seu grande 
amor a Deus e sua inquebrantvel obedincia e f. O Monte Mori ficava bem no cume da montanha de Jud. Vindo de Berseba, onde morava, nas terras de Abimeleque, 
recebe a ordem, e parte sem discutir. No terceiro dia de viagem levantou os olhos e viu a montanha. Mil anos mais tarde, Salomo edificaria, ali mesmo, suntuoso 
templo a Jeov, de modo que assim ns podemos entender que o sacrifcio prototpico de Isaque encontrava agora sua plena realizao com os sacrifcios de bezerros 
e cabras, numa permanente demonstrao de f, at que chegasse o verdadeiro sacrifcio, que tira o pecado do mundo.
         O casamento de Isaque no podia deixar de constituir um problema domstico. Casar com uma filha da terra seria um perigo para a realizao da promessa. 
Ento mandou seu fiel mordomo Eliezer a Ar, a terra dos seus familiares, em busca de Rebeca. Feito o casamento, Abrao devia sentir-se realizado. Foi em Ar que 
tanto Isaque, como mais tarde Jac, encontraram suas companheiras.'
         Com 175 anos de vida, farta e produtiva, Abrao terminou sua carreira, deixando a promessa de Deus entregue a seu filho Isaque. O campo que Abrao, anos 
antes, comprara aos filhos de Hete e onde repousava Sara recebeu os restos mortais de Abrao. A sua sepultura ainda hoje  venerada por judeus e gentios. Ali se 
encontram juntos Sara, Abrao e os restos mortais de Jos, a sua mmia.
         Com a morte de Abrao Deus abenoou a Isaque. Este habitava junto ao poo Laai-Roi (que significa "aquele que vive e me v"), onde nasceram seus filhos 
Esa e Jac. Sobrevindo fome na terra Isaque foi para Gerar, habitando no meio dos filisteus, um povo inimigo de deus e do seu povo, quando por um processo lento 
e penoso  instrudo no sentido de que deve abandonar a terra dos filisteus. Assim ele deixa gerar e vem a Berseba, onde o senhor lhe aparece novamente com mais 
promessa de beno. Isaque responde renovando os troes caractersticos de um peregrino: O altar, a tenda e o poo.`
         Em Berseba, j bem avanado em idade, Isaque  enganado por seu filho Jac e lhe d a beno patriarcal que pertencia a Esa. Comparando os dois irmos: 
Esa gostava do campo, da vida livre, das iguarias; pois sua vida era dominada pelos apetites e paixes sensuais. Com essa ndole, era-lhe impossvel avaliar devidamente 
as bnos e as promessas espirituais concedidas a Abrao e a Isaque. Por outro lado Jac, apesar da ambio desmedida, era perseverante e tinha compreenso espiritual 
patenteada pelas experincias em Betel (Gn 28.10-22) e em Peniel (Gn 32.22-32). Sentimos que esse moo Jac no depusesse a sua vida nas mos do Todo-Poderoso para 
que nela se operasse perfeita e sublime vontade divina. Por causa dos planos humanos Jac fugiu para o lar do seu tio Labo, que o tratou com astcia igual a sua 
prpria. Entretanto, no servio para Labo, Jac tornou-se rico e Lia e Raquel, filhas de Labo, tornaram-se suas esposas. Na sua volta de Pad-Ar para Cana, 
depois de luta misteriosa na escurido da noite, a beira do Jaboque, mandou-se-lhe o nome para Israel (Gn 32.28), nome este, expressivo do novo homem, pois ningum 
pode passar a noite com Deus sem experimentar uma transformao espiritual. Depois reconciliou-se com seu irmo Esa. E Jac veio o seu pai Isaque, a Manre, a Quiriate-Arba 
(que  Hebrom), onde peregrinaram Abrao e Isaque. E Isaque expirou e morreu, e foi recolhido aos seus povos, velho e farto de dias, com 180 anos; e Esa e Jac, 
seus filhos, o sepultaram. Por causa dos malefcios de seus filhos, a velhice de Jac foi pesarosa at que finalmente, se refugiou no Egito, com Jos, seu filho 
predileto. No Egito, com 147 anos, Jac expirou e foi congregado ao seu povo.
         
        A IDA PARA O EGITO E O CATIVEIRO
         
         Jos, vendido para o Egito por seus irmos, foi preso por causa de falsa acusao da mulher de seu senhor. Entretanto, a sua habilidade de interpretar sonhos 
fez com que ele conquistasse favor de Fara e o primeiro lugar depois do trono. Gnesis 42 a 47 relata como, durante a fome na terra, o pai e irmos de Jos desceram 
de Cana para permanecer em Gsen.
         Jac viaja ento para o Egito, e mais uma vez ouve a voz de Deus (Gn 46.2) encorajando-o. So 67 pessoas ou, contando Jos e seus dois filhos, 70 pessoas 
que vo ao Egito. O Egito nunca foi o lugar para o povo de Deus.
         Segundo diz Angus, quando Abrao desceu ao Egito, e mais tarde a sua famlia, o pas era governado pelos odiados Hicsos, ou "Reis Pastores", que tinham 
vencido os governadores egpcios. Pelo espao de mais de 500 anos (ou 259 anos, segundo Treasury) dominaram aqueles reis o Egito. Compreende-se, pois, o cardial 
recepo de Abrao e depois de Jac na corte dos Faras, bem como a cesso da terra de Gsen para os israelitas habitarem, sendo os pastores uma abominao para 
os egpcios, por cujo motivo convinha haver alguma separao entre os israelitas, pastores de profisso, e o povo egpcio, que odiava os pastores.
         Em xodo 1. 8 diz que: " se levantou um rei que no conhecia a Jos", e esta declarao lacnica tem sido interpretada como indicativa do perodo quando 
os hicsos foram expulsos. Ao fato liga-se, sem maiores dificuldades, a extenso do cativeiro, a que no somente os hebreus foram submetidos, mas todos os outros 
povos asiticos que gozavam a vida nas fartas terras egpcias. Este acontecimento deve relacionar-se tambm com a sorte de Moiss. Por algum tempo julgou-se improvvel 
estabelecer o fato do Cativeiro hebreu no Egito e tambm os fatos relacionados com a salvao de Moiss. Alegava-se que no era costume dos monarcas egpcios associarem 
no governo qualquer parente, fosse filho ou esposa. Entretanto, a historia melhor interpretada revela que isso era comum, pelo menos em algumas dinastias. Dessa 
interpretao resultou no somente o estabelecimento dos fatos relacionados com os  Hebreus no Egito, como tambm a data presumvel em que eles se deram. J no 
padece dvida que a cidade de Jerico foi tomada pelos hebreus no ano de 1.400 a.C. Assentada esta data,  fcil reconstituir o restante da histria. Se em 1.400 
os hebreus chegavam a Palestina, tendo gasto 40 anos no deserto, ento o xodo deu-se em 1.440 a.C. Justamente nesta poca reinava no Egito Amenotepe II, sucessor 
do grande Totms III, o monarca em cujo reinado Moiss matou o egpcio e teve de fugir, e que morreu meses antes de Moiss ser comissionado por Deus para voltar 
ao Egito e tirar dali o seu povo. O Cativeiro teria comeado uns 120 anos antes, ou seja, no tempo de Amsis I, quando os hicsos foram expulsos.
          histria foi escrita pelo dedo de Deus, para servir a seus altos e beneficentes propsitos. Foi providencial a tomada do Egito pelos hicsos, para que 
os filhos de Israel pudessem estabelecer-se ali; foi providencial a sua expulso, para que os hebreus, submetidos ao duro labor forado, desejassem sair; foi providencial 
a subida ao poder de um rei casado com uma asitica, a princesa Iti, possivelmente uma hebria, para que no s fosse possvel a sada, mas no houvesse maiores 
complicaes.
         
        A CHAMADA DE MOISS E O XODO
        
         J no resta mais dvida que a princesa que salvou Moiss das guas foi Hatshepsut ou Hatshput, que tambm usava o ttulo real de "Makara", princesa esta 
filha de Totms e co-regente como o pai, e depois, com Totms II e III, a mesma princesa reinante durante vrias conquistas na sia. Podia, portanto, dispor da sua 
vontade e adotar como seu filho um menino hebreu.
         A era de Moiss est perfeitamente caracterizada, tanto nos documentos egpcios, como na histria geral. Moiss nasceu justamente no perodo da restaurao 
da monarquia egpcia, depois da expulso dos hicsos em 1.580 a.C. Como medida preventiva contra qualquer tentativa de conquistar o poder, o governo egpcio submeteu 
todos os povos ao regime de trabalho forado. Conforme xodo, os meninos deveriam ser afogados no Nilo, pois s os homens faziam o estado correr perigo. Foi nesta 
triste conjuntura que nasceu Moiss em 1.520 a.C; que a princesa Hatshepsut salvou das guas e adotou como filho, pois no tinha qualquer filho ao tempo nem mesmo 
depois que casou com os irmos Totms II e III.
         Naturalmente, sendo filho da rainha e no tendo ela outros filhos, Moiss seria o seu herdeiro. Para tanto, foi educado em todas as cincias do tempo, tais 
como matemtica, astronomia, geografia e cincias ocultas. Aos 40 anos teria terminado seu curso e pensado o que fazer ento. Sabia da situao do seu povo e conhecia, 
com segurana, o que havia na sua histria. Julgando que com seu prestgio poderia fazer alguma coisa por seu povo, foi fazer-lhe uma visita, quando viu um feitor 
maltratar um hebreu, e, da interveno, tornou-se assassino. O que isso representaria na corte  difcil de dizer. Com a morte do egpcio, o moo decidiu fugir, 
deixando sua velha me.
         Chegando a Edom familiarizou-se com Jetro, de que se tornou empregado e genro. Por quarenta anos pastoreou os rebanhos do sogro, segundo nos ensina o captulo 
3 de xodo.
         "Apascentava Moiss o rebanho de Jetro seu sogro, sacerdote de Midi... quando -lhe apareceu o Anjo do senhor, numa chama de fogo, no meio de uma sara."
         Deus chamou Moiss para envi-lo ao Egito e tirar de l o seu povo Israel. Moiss recusou a honra do convite de deus, alegando diversas razes muito plausveis, 
como sendo a pessoa indicada, no sabendo falar, no tendo credenciais junto ao povo etc. Deus, como sempre, complacente, contornou as dificuldades, e Moiss foi 
ao Egito. Depois de 40 anos, j bastante mais velho, voltava  sua terra.
         Tudo ali estava mudado. O fausto, a arrogncia prpria dos monarcas antigos em nada favorecia as pretenses do embaixador de deus. Ao se apresentar em palcio, 
de cajado na mo, acompanhado de seu irmo Aro, no podia apresentar qualquer credencial que o autorizassem a pleitear a causa de seu povo e a levar o Egito a perder 
to grande nmero de braos escravos. Podemos, pois, imaginar a situao embaraosa para Moiss, ao pleitear a sada do povo. Com certeza, Moiss sabia antecipadamente 
que a sada no seria pacfica. No estava inocente da situao, e Deus mesmo havia prevenido do que ocorreria. O que se desenrolou da em diante, o descreve um 
quadro ttrico, pavoroso, inconcebvel, de que nos fala toda crnica antiga de muitos povos. As 10 pragas no tinham por fim amedrontar o corao do monarca, mesmo 
que isso estivesse implcito. Havia outra coisa, mais importante: demonstrar a futilidade da regio oficial, desacredit-la e criar nova situao, como efetivamente 
se criou. O Egito havia, sculos antes, praticado o monotesmo. Por influncias diversas, descambaram para um tipo de politesmo naturalista que constitua ameaa 
a muitos povos ao redor. Estava-se, pois, frente a frente com um duplo problema: criar condies para que o povo pudesse sair, e ao mesmo tempo, destruir a idolatria. 
Este particular no foi concebido de imediato, mas pouco depois o Egito era uma terra onde Deus, o nico Deus, era adorado, mediante o disco solar.
         As dez pragas do Egito (as guas tornam-se em sangue; as rs; os piolhos; as moscas; a peste nos animais; as lceras; a saraiva; os gafanhotos; as trevas 
e a morte de todos os primognitos)  assunto bem conhecido. Segundo alguns autores, as pragas foi o fim de um ciclo na histria do mundo. Os rabinos nos do muitas 
informaes, em seus Targuns, a respeito destas calamidades universais. No Egito nada escapou a esta manifestao divina. Assim conclumos que o Egito (e quem sabe 
o mundo?) foi terrivelmente visitado por uma calamidade de que jamais se pde esquecer. A Bblia, de um modo geral, no esconde este acontecimento, que marcou as 
mentes dos homens, e at dos videntes, com a marca da destruio. O Salmo 18.7-15 relata o fato em cores bem sinistras. Mesmo que se admita o lado potico da narrativa, 
o fundo parece ser real. Igualmente o Salmo 29.8, narrando um possvel fato local, bem pode ser um reflexo do acontecimento geral. O Salmo 114  todo ele uma ode 
ao tremendo cataclismo que visitou o Egito a todo o mundo.
         
        O XODO
         
         Com a ltima praga e a morte de todos os primognitos do Egito, no era possvel ao governo retardar por mais tempo a sada do povo. Ou Moiss era atendido 
ou o Egito desapareceria do mapa como nao lder do antigo mundo. Assim, determinada a sada, Deus deu ordens para que o evento passasse a constituir um ponto de 
partida, uma data nacional, na futura nacionalidade. Antes da ltima praga, Deus determinou que o sangue do animal sacrificado na pscoa fosse colocado nos umbrais 
das portas da casa de cada israelita. Assim, serviu este sangue de elemento de remisso e simbolizou a redeno do povo da servido egpcia, e, ao mesmo tempo, foi 
o smbolo da sada. Por isso que a palavra "pscoa", no hebraico, significa "passagem", isto ' , a passagem do anjo destruidor, que poupou a vida dos primognitos 
israelitas. Ento a redeno pelo sangue tornou-se a viga mestra de todo o cerimonialismo hebraico pelos anos a fora.
         Celebrada a pscoa, segundo o captulo 12 de xodo, tudo estava pronto para a grande partida. Na hora da sada, o povo, alegre por se ver livre dos elementos 
que tinham levado a sua nao quase a destruio, encheu os retirantes de presentes, de modo que estes saram bem munidos de tudo que precisariam para as necessidades 
do deserto. Eram cerca de 600.000 homens de guerra, sem contar as mulheres, os meninos e os velhos. Era a multido que abandonava a terra da servido de 430 anos, 
exatamente quatrocentos e trinta anos (Ex 12.40). Estas cifras conferem com Glatas 3.17 e Atos, mesmo contrariado Gnesis 15.13, onde os algarismos so dados em 
termos redondos. O plano lgico era o povo sair em direo  Palestina, entrando pelo oeste, assim rumando pela terra dos filisteus, povo guerreiro e temvel, como 
se v depois. Ento os guiou pelo sul, rumo ao Sinai, lugar que, a nosso ver, era mesmo para onde deveriam ir. No se esqueceram de levar consigo a mmia de Jos, 
que antes de morrer, sabendo que Deus um dia visitaria o seu povo, ordenou que fossem os seus ossos enterrados na terra prometida.
         Depois de cartoze meses e vinte dias no Sinai, partiu o povo, em demanda da Palestina, e tudo indica que eles pretendiam, como era natural, entrar em Palestina 
pelo sul, atravessando o Pas do sul. Dali mandou Moiss os doze espias, para verificarem as condies da terra e a segurana das cidades> O relatrio foi que a 
terra era boa e farta, e, como prova, traziam um cacho de uvas carregado por dois homens, mas as cidades eram muradas e os habitantes eram gigantes, de modo que 
os espias eram como gafanhotos diante deles. Assim, no havia outro recurso seno voltar para o Egito. Portanto, a conquista estava fora de qualquer cogitao. Tudo 
que os espias disseram era verdade. As cidades e eram fortificadas, muitos dos cananeus sendo de grande estatura; todavia no consideraram um ponto capital; a presena 
de Deus e a vitria assegurada por Ele.
         Como castigo, todos os maiores de vinte anos cairiam no deserto, e uma gerao nova entraria na terra prometida. Que anos interminveis e que monotonia 
insuportvel seriam aqueles dias! Nada se sabe por onde o povo andou naqueles anos. Foi um perodo de vida perdido, durante o qual nem a Bblia se ocupa de povo. 
Alguns tristes incidentes, entretanto, ficaram registrados como exemplos para os crentes!
         (1) A rebelio de Core, que queria usurpar os direitos conferidos divinamente a Aro;
         (2) O cime de Miri e a sua morte;
         (3) A morte de Aro, por causa da sua transgresso;
         (4) A rocha que Moiss feriu, zangado, motivo por que, como punio entrou em Cana.
         Muitas foram s batalhas dos israelitas, em sua jornada, contra os habitantes da terra, sendo, no lado oriental do Jordo, a ltima dessas contra os midianitas. 
Com a derrota dos medianitas estava terminada a campanha oriental do Jordo. Alguns dos mais perigosos adversrios estavam destrudos e ento era preciso preparar 
o nimo do povo para a travessia jordnica e para tomar posse da terra do outro lado. E sucedeu que no ano quadragsimo, no ms undcimo, no primeiro dia do ms, 
estava Israel nas campinas dos moabitas, junto ao Jordo de Jerico, Moiss falou aos filhos de Israel, conforme a tudo que o Senhor lhe mandara acerca deles. Moiss 
terminou a a sua carreira, com 120 anos de idade, deixando parte da promessa divina cumprida, e cumpriu uma misso histrica de excepcional significao para a 
toda humanidade (Dt 34).
         JOSU E A CONQUISTA DA TERRA
        
         A morte de Moiss levou Josu,. O seu fiel companheiro, ao supremo posto de comando. Coube-lhe uma tarefa no inferior a Moiss, visto como a conquista 
no era um problema insignificante, apesar de muito que j havia sido feito no Oriente, Assim, recomposto o povo, aps a morte de seu grande lder, desfeita a desconfiana 
que esse fato poderia ter sobre as futuras operaes guerreiras, apresenta-se a situao para o outro grande captulo da sua histria. Deus aparece a Josu e mostra-lhe 
que em sentido algum ele seria inferior a Moiss na suprema direo do povo. E tudo caminha para a travessia jordnica, ao encontro dos cananeus, do outro lado do 
rio. Os homens das tribos, j estabelecidas, comprometeram-se a seguir os seus irmos at a vitria final, e assim fizeram.
         Na tomada de Jerico Josu deu ordens e seus homens que executassem movimentos contornando a cidade, seguidos pelos sacerdotes conduzindo a Arca da Aliana 
e tocando trombetas, uma vez por dia, durante seis dias. No stimo dia, ao amanhecer contornaram a cidade por sete vezes. Na ltima vez Josu em alta voz, deu o 
grito de invaso e os guerreiros em linha, frente para a muralha, explodiram em um s grito. Misteriosamente, largas brechas se abriram em toda a muralha confrontante 
a linha de combatentes. A cidade foi invadida e todos os habitantes caram mortos sob a fria dos invasores, inclusive animais que l se encontravam. Salvaram apenas 
Raabe, a mulher que havia dado abrigo aos dois expies, e os membros da sua famlia. Arrecadaram todos os objetos de ouro, prata, vasos de metal e ferro que foram 
dedicados ao tesouro do Senhor. E por fim incendiaram a cidade (Js 6).
         Alm de Jerico, outras cidades foram conquistadas. Completada a primeira serie de conquistas, Josu j no estava em condio de prosseguir. Achava-se cansado 
pela idade e tratou ento de fazer a distribuio da terra, conforme os planos de Moiss.
         Algumas ficaram servidas de territrios bons, com ricas pastagens e campos; outras ficaram encravadas em deserto, como a de Simeo. Algumas ficaram to 
comprometidas com a vizinhana de povos cananeus que nunca puderam estabelecer um gnero de vida prpria. Disso resultou uma profunda miscigenao entre hebreus 
e cananeus, bem como uma civilizao mista, de elementos tnicos provindos dos ensinos de Moiss e de elementos amorais provindos dos cananeus. Inevitavelmente os 
invasores deram de mo a seus hbitos, em grande parte, e adotaram os costumes agrcolas, as instituies civis, os lugares sagrados e muitos ritos religiosos dos 
cananeus.
         Josu encerrou definitivamente sua misso, erguendo em Siqum um monumento e, em breve solenidade conclamou a todo o povo a assumir um compromisso solene 
de obedincia a Deus. Morreu aos 110 anos de idade e foi sepultado no termo de sua herdade, em Timnate-Sera, que est no monte de Efraim, para o norte do monte de 
Gas.
         
         O PERODO DOS JUIZES DE ISRAEL
        
         Josu morreu, deixando a terra meio conquistada. Foi feita a diviso, cabendo a cada tribo acabar de submeter os povos vencidos. Entretanto, muitos problemas 
surgiram, ao ser tentada a empreitada, e o que se pensa podia ter sido feita em meses levou sculos. Os israelitas vinham de uma terra de sbios e de grandes tradies, 
mas eles mesmos, constituindo uma mistura de povos asiticos, poucas tradies tinham, legadas pelo trono abramico. Alm disso, o estabelecimento de um povo forasteiro 
numa terra h muito ocupada, com costumes e tradies antigas, no era coisa a ser resolvida em pouco tempo. Assim, passado o mpeto de conquista, a onda quebrou-se 
de encontro ao rochedo, para voltar cada vez mais branda, at perde de todo a fria inicial. Os israelitas foram, aos poucos, se acomodando a nova situao, e o 
que antes tinha sido uma coisa impraticvel foi cedendo lentamente, at se tornar um imperativo de ordem social. Comearam a realizar-se os casamentos mistos, a 
celebrar-se festas religiosas em comum, e no tardou que vencedores e vencidos se irmanassem num s e fundamental problema - viver. A religio e os costumes cananeus 
passaram a perder os aspectos repugnantes ao gosto israelita e, como o tempo  o maior demolidor de preconceitos, em pouco, uns e outros passaram a adorar aos mesmos 
deuses e a celebrar as mesmas festas. A vida era pacfica, de modo geral. Destarte, cananeus e israelitas deram-se as mos e passaram a viver uma vida em comum.
         Os 19 juizes que so apresentados no livro que traz este nome chegaram  sua posio por feito de bravura em guerra contra os vizinhos. Morria o juiz, morria 
o juizado at que outra circunstncia criasse um novo. Era assim em Israel.
         Os povos de Israel, na sua vida em comum com os cananeus, provocaram a ira do Senhor, porquanto o deixaram e serviram a Baal e a Astarote. Assim, o Senhor 
os deu na mo dos roubadores, e os entregou na mo dos seus inimigos ao redor, e no puderam mais estar em p diante dos seus inimigos.
         Nessas circunstncias, eles clamavam ao Senhor, e o Senhor levantava aos filhos de Israel libertadores, que iam adiante deles na batalha e os libertava 
do jugo inimigo. Era assim que o povo vivia e foi assim que atravessou trs sculos e meio de vida.
         Tem havido certa discrepncia quanto ao tempo compreendido pelo livro de Juizes. A meu ver o assunto no oferece controvrsia. Segundo I Reis 6.1, o perodo 
que mediou entre a sada dos israelitas do Egito e o incio da construo do templo, no ano quarto do reinado de Salomo, foi de 480 anos. Temos, pois, um ponto 
de partida, que foi a sada do Egito ao xodo. Este se deu, sem qualquer sombra de dvida, em 1.444 a.C. Alguns historiadores desprezam a frao de 4, para darem 
o fato em algarismos redondos. Digamos, ento, que o xodo ocorreu em 1.440 a.C.  peregrinao pelo deserto levou 40 anos, pois a entrada em Cana deu-se em 1.404 
ou 1.400. Com esta data acordam os melhores arquelogos, tais como Sir Charles Marston, Garstang e outros. Sabemos que Saul foi proclamado rei em 1044 e Davi em 
1004 e Salomo em 964. De 1440 a 960, ano 4 ao reinado de Salomo, vo justamente 480 anos. Entre o perodo da conquista, terminado em 1394, at a proclamao de 
Saul como rei, decorreram 350 anos. Este foi o tempo em que os filhos de Israel ficaram sob o governo dos juizes.
         Se tivssemos de buscar um elemento, no meio de tantos, que teriam servido para aglutinar o povo e prepar-lo para a sua grande misso, destacaramos a 
religio. Foram os elementos contidos na lei de Moiss que salvaram a nao, pois no havia elemento humano que pudesse ser capaz e que ns julgssemos dignos de 
merecer as honras do salvador da nacionalidade em embrio. Samuel, o ltimo juiz, encontrou doze tribos desorganizadas, sem rei e sem lei, e conseguiu lev-las ao 
ponto de pedirem um rei. Foi, pois, a religio de Moiss que salvou o povo e o preservou atravs de dias escuros, como foram os dias dos juizes. Os socilogos e 
os economistas tm, nesta histria, elementos bastantes para elaborarem uma obra que realce o poder da religio sobre o meio.
         O livro de Juizes termina com a declarao de que "naqueles dias no havia rei em Israel; porm cada qual fazia o que parecia reto aos seus olhos". Vale 
dizer que havia um sentimento moral e religioso dominante entre o povo, que o salvou da desintegrao e do aniquilamento.
        
        O PERODO DOS REIS DE ISRAEL
         
         Os israelitas afinal cansaram-se das incertezas e dvidas, resultantes de um sistema descentralizado. Um rei seria reconhecido como necessidade nacional, 
devido a tantas batalhas perdidas, por causa de chefes improvisados, por causa das rivalidades, cada vez mais acentuada entre as tribos, ou porque a presena  de 
um rei daria forma ao Estado, com a sua pompa  moda oriental. No longo perodo de suas lutas, por mais de trs sculos, teriam visto como era impressionante um 
exrcito tendo  frente um rei. O alvo era que o povo vivesse sob a direo de um rei ideal, que, de acordo com a teocracia, era Jeov; mas a situao era demasiadamente 
material para tanto idealismo. Depois, acrescentou-se o triste fato de que os filhos de Samuel no ofereciam qualquer garantia de os dias calmos do velho profeta 
serem continuados. Assim, convinha assegurar a estabilidade nacional antes que o profeta morresse.
        
        A MONARQUIA UNIDA
        
         A monarquia hebraica teve incio com a ascenso de Saul, terminando com a queda de Jerusalm. A data desse ltimo acontecimento  definitivamente determinada 
por muitos testemunhos decorridos como sendo entre 588 e 586 a.C; o dcimo nono ano do reinado de Nabucodonozor. Para estabelecer desse perodo uma cronologia coerente, 
lembremos aqui que no hebraico freqentemente se conta s uma parte como um ano inteiro.
         Saul, o primeiro governante, tinha pela frente um caminho difcil a percorrer. E muitas surpresas o aguardavam. Depois de organizar o governo, criar planos 
de administrao e reorganizar a defesa dos territrios, teria de participar para a expulso do inimigo das reas invadidas e consolidar as posies de defesa. Esse 
objetivo o rei alcanou em grande parte, com as vitrias sobre os Amonitas e sobre os Filisteus (I Samuel 11.8-11 e 14.6-23). Mas enquanto Saul atira-se contra o 
inimigo e obtinha grandes vitrias, no plano interno havia descontentamento. Samuel j no se entendia com Saul. O poder espiritual e a monarquia entravam em choque, 
em conseqncia de erros cometidos pelo rei, que mereceram a reprovao por parte de Samuel. Este retirou seu apoio ao rei e afastou-se para sua morada em Ram (1 
Sm 15.34). Saul terminou suicidando-se em conseqncia de derrota sofrida em combate contra tropas inimigas.
         Aps sua morte Davi tornou-se rei de Jud e Israel. Ao assumir o trono, Davi elaborou um plano de governo de largas realizaes e a primeira preocupao 
foi marchar sobre Jerusalm, de onde poderia melhor conceber e elaborar os seus planos com vistas  formao de um governo forte para construir uma ptria soberana 
e livre. Preparou seu exrcito, marchou disposto a combater os Jebuseus e expuls-los de Jerusalm. Ocupou a cidade e instituiu Jerusalm como capital do reino de 
Israel (2 Sm 5.5-9). Davi passou fases difceis na sua vida, tanto particular como pblica. Foi o responsvel pela morte de seu oficial, de nome Urias, em campo 
de batalha, com a finalidade de tomar por esposa a mulher do oficial morto, ao esta condenada pelo profeta Nat, que fez previses sobre as contra o casal real 
(2 Samuel !!). As previses se confirmaram com a morte do filho Amnon, assassinado pelo irmo, Absalo, e a rebelio deste contra Davi, seu pai.
         A soma dos anos pesando sobre Davi e uma rebelde e incurvel doena retinham-lhe os passos, obrigando-o a se manter no leito de sofrimento. Para sua sucesso 
tinha preferncia por Salomo, mas manteve em segredo seu desejo at que certo dia, o filho Adonias, sentindo o agravamento da sade do pai, resolveu proclamar-se 
como legtimo sucessor, pois era o primognito da famlia.
         Davi recebeu de deus a promessa de que a sua descendncia ocuparia o trono de Israel para sempre. Nos seus ltimos dias chamou Salomo, deu-lhe o trono 
e fez suas ltimas recomendaes, chamando-o  ateno especialmente para o cumprimento da lei de Moiss. Depois de dar os ltimos conselhos ao jovem rei, dormiu 
com seus pais, tendo reinado em Jerusalm 33 anos e 7 em Hebrom.
         To pronto serenaram os nimos palacianos, Salomo considerou o sonho supremo de seu pai Davi, a construo do templo ao Senhor. O local no podia ser melhor. 
O monte Mori, numa sublime elevao, separado do monte Sio pelo vale Tiropeom, uma ponte unindo os dois montes. A construo do templo  narrado em I Reis 6 e 
I Crnicas 22. A sua magnificncia s pode ser comparada com o esplendor das edificaes antigas de que o Egito e Babilnica nos falam.
         O reinado de Salomo marca o apogeu e declnio da monarquia israelita.
         Surgiu-se um perodo de grande prosperidade no qual se destacam intensas relaes comerciais com a Fencia, particularmente com Hiro, rei de Tiro. Ao sul, 
no Golfo de caba, o porto de Eziom-Geber transformou-se no grande centro comercial do Mar Vermelho.  poltica fiscal e tributria de Salomo acabou por gerar um 
descontentamento entre as doze tribos e provocar o declnio de Israel. Salomo fez o que parecia mal aos olhos do senhor, e no perseverou em seguir ao Senhor, como 
Davi seu pai. Assim, o Senhor rasgou o reino de sua mo. Reinou Salomo em Jerusalm 40 anos, e morreu. Aps a sua morte, a monarquia cinde-se em dois reinos: o 
de Israel e o de Jud.
         
        A MONARQUIA DIVIDIDA
         
         Os israelitas reunidos em Siqum para proclamarem Reoboo o novo rei, apresentaram suas reivindicaes. Mas Reoboo manteve-se insensvel s pretenses 
do povo. Em lugar  de atender seus reclamos, respondeu com mo de ferro. Eis sua resposta: "Se meu pai imps-vos um jugo pesado, eu o tornarei ainda mais pesado". 
A resposta seca de Reoboo inflamou os nimos do povo em justas pretenses e a contra-resposta veio de imediato. "Que parte temos ns com Davi?. E no h herana 
para ns no filho de Jess. s tuas tendas,  Israel! Prov agora  tua casa,  Davi. Ento Israel se foi s suas tendas."(I Rs 12.16). Surpreendido com  a reao, 
Reoboo retirou-se da cidade e regressou apressadamente a Jerusalm. Sua inteno era empregar a fora para obrigar o povo a aceitar a sua deciso, mas o profeta 
Semaas conseguiu demov-lo de sua inteno. Jeroboo, que estava presente  concentrao, aproveitou-se da situao tensa e irreconcilivel para influenciar o povo, 
sensibilizando-o com argumentos que atingiram em suas razes nacionalistas e terminou organizando o reino do Norte com a reunio de dez tribos, ficando as duas restantes 
tribos do sul com Reoboo.
         
         MONARQUIA DIVIDIDA: O REINO DO NORTE (924 a 722 a.C.)
         
         Jeroboo havia recebido de deus a promessa de governar o reino de Israel, mas logo que se deu a diviso do reino unificado das dozes tribos, e foi proclamado 
rei do novo Estado do Norte, afastou-se completamente do Templo de Jerusalm e adotou a idolatria, instituindo a religio que lhe convinha. Assim, o reino iniciado 
por Jeroboo nunca ficou firme diante de Deus.
         O reino do Norte teve, em sua existncia, 19 reis (Jeroboo, Nadabe, Baasa, El, Zinri, Onri, Acabe, Acazias, Joro, Je, Jeoacaz, Jeos, Jeroboo II, Zacarias, 
Salum, Menam, Pecaas, Peca e Osias). Foi um reino que se desenvolveu num clima de instabilidade pelas divergncias constantes entre os polticos, resultando, 
como conseqncia, a descontinuidade no seio da monarquia, que se caracterizou pelas mudanas sucessivas na linha sucessria com dinastias diferentes. Nunca o pas 
chegou a se consolidar numa estrutura de governo capaz de oferecer segurana  paz aos governantes, de modo a conduzir os problemas nacionais livres de injunes 
prejudiciais ao progresso da nao. E se no havia estabilidade na poltica interna tambm no era possvel uma conexo segura, desembaraada e firme para resolver 
os intrincados problemas da poltica externa. Devido  falta de atendimento entre os polticos, as crises se repetiam minando o organismo nacional, as bases de segurana 
da nao.  O problema religioso, que deveria ser um dos suportes de sustentao do regime monrquico do povo de Israel, descia o ponto zero. A conscincia do povo 
minada por falsas idias religiosas, ao sabor de uma minoria influenciada por tradies estranhas, acrescida ainda de muitos fatores negativos, envolvendo problemas 
de ordem moral, enriquecimento ilcito em detrimento dos direitos do povo, assistncia social deficiente, tudo isso acumulado, apressava o desmoronamento da nao.
         As presses externas atuavam sempre mais violentas, ameaando a soberania nacional. E sob constante ameaa de invaso pelos Assrios, para os quais despendia 
pesados tributos, o governo procurou ajuda com os Egpcios. Salmanazar V, porm, rei da Assria, No era monarca para se amedrontar com alianas ocidentais. Marchou 
contra Samaria e cercou-a durante trs anos, para cair em 722 nas mos de Sargo II. O que se passou, ento, dentro dos muros da cidade de Onri est alm de qualquer 
criao. Vencidos pela fome e pela peste, com os exrcitos assrios em redor, entregaram-se, e os que no morreram foram levados em cativeiro para as religies da 
Assria e Babilnia. O ano 722 marca o fim do reino do Norte, o comeo do cativeiro israelita e tambm o auge do Imprio Assrio, que h este tempo dominava todas 
as cidades assrias, bem como grande parte do antigo Imprio Hiteu, estendendo os seus domnios para o Sul, ameaando a existncia de Jerusalm, que ainda resistiu 
mais tarde nas mos dos babilnios. A destruio do reino de Israel foi a grande lio que Deus deu ao mundo. Enquanto o povo se mantm fiel, h prosperidade e paz; 
quando o povo se esquece de Deus, tudo desaparece. Esta tem sido a lio que a maioria dos povos no tem querido aprender.
         
         A MONARQUIA DIVIDIDA: O REINO DO SUL
        
         A dinastia davdica continuou com a instituio do reino de Jud em 924 a.C. terminando com a queda de Jerusalm, sob a Babilnia, entre 588 e 586 a.C. 
Eis a dinastia de Davi: Davi, Salomo, Reoboo, Abio, Asa, Jeosaf, Jeoro, Acazias, Atalia, Jos, Amazias, Uzias, Joto, Acaz, Ezequias, Manasss, Amom, Josias, 
jeoacaz, Jeoiaquim, Joaquim (Jeconias) e Zedequias.
         Jud ficava enclausurada entre as suas altas montanhas, sem contato com a vida grandiosa que ao longe se desenvolvia, especialmente nas costas mediterrneas 
e pelos confins da Sria e Assria. Por isso, particularmente,  que a sua sobrevivncia ao reino do Norte servia de barreira contra o esprito avassalador dos srios, 
e depois, dos assrios, situao esta que gerou no pequenas crises em Jud e nos seus profetas. Jerusalm, devido ao seu prestgio de centro de culto e da nacionalidade, 
dominava as outras cidades e contribuiu para que as influncias desintegradoras que minavam outras cidades do norte no atingissem o sul.
         Enquanto Jeroboo era puramente um grande poltico, pouco se dando  religio, isto , apenas se servissem a fins polticos, Reoboo era religioso e a isso 
se deve uma parte do seu esforo. Ante a ameaa constante que afetava diretamente a segurana dos dois reinos de Israel e Jud, seus governantes recorriam ora a 
um ora a outro, firmando aliana para garantir a defesa dos seus territrios, e por esse meio, havia uma penetrao de idias pags, que no s se propagavam no 
meio do povo, mas at mesmo entre sacerdotes e governantes. Nos dias de Acaz, houve uma aliana entre Israel e a Sria e estes atacaram Jud, fazendo com que Acaz 
pedisse socorro ao rei da Assria e foi atendido, tendo o rei Tiglate-Pileser atacado e ocupado a cidade de Damasco. Rezim, rei da Sria, foi morto e toda a populao 
deportada para Quir. Jud, entretanto, teve de suportar pesado nus em conseqncia da ajuda recebida, ficando subordinado ao pagamento de tributo ao rei da Assria. 
Nos dias de Ezequias, filhos de Acaz, Senaqueribe ocupou o trono da Assria.
         Jud estava na mira do novo soberano que mobilizou seu exrcito e o enviou contra as foras defesa do rei Ezequias. O pas foi invadido e ocupado, todas 
as cidades fortificadas. Objetivando conter o mpeto do invasor, Ezequias enviou emissrios relatando sua disposio de submeter-se aos tributos que fossem impostos. 
Mas a submisso tributria no satisfez o invasor. A presso continuou com o envio de tropas at as proximidades de Jerusalm, exigindo a rendio do pas e blasfemando 
do Deus de Israel. Jerusalm ficou isolada com as comunicaes cortadas com o exterior, parecendo que estava por pouco tempo a queda da cidade. Ezequias envia seus 
servos a Isaas, o profeta, e Deus, atravs desse envia resposta consoladora ao rei Ezequias, que orando a Deus foi atendido. Deus enviou o seu anjo e numa s noite 
foi destrudo o exrcito assrio composto de 185.000 soldados. Em Nnive pouco tempo depois, Senaqueribe foi assassinado.
         O pesadelo passou, caiu o cerco e Jerusalm voltou  normalidade. Com Manasss e Amom o reino de Jud experimentou um perodo de declnio espiritual, o 
qual terminou com a ascenso de Josias ao trono, o qual implantou uma reforma religiosa fazendo o que era aos olhos do Senhor.
         Como parte de seu plano de governo, Josias ampliou as fronteiras do pas ocupando parte do territrio do Antigo reino de Israel. O reino de Jud passa por 
uma fase de tranqilidade, Essa fase foi interrompida pela movimentao de tropas do Egito forando passagem na direo de carqumis, marchando contra o imprio 
assrio. Opondo-se  passagem dessas tropas pelo territrio de Jud, Josias mobilizou seu exrcito e marchou em defesa da soberania nacional. Travou combate com 
tropas do fara Neco e encontrou a morte no campo de batalha, na plancie de Megido.'
         Morre Josias e o povo israelita sofre tremendo golpe. A grande reforma empreendida por ele sofreu um impasse, porque viu-se estancada por uma srie de mudanas 
incompatveis com o objetivo de reforma. Jeoacaz, filho de Josias, assume o governo sob a tutela do Egito. Porm Fara Neco o mandou prender em Ribla, em terra de 
Hamate, para que no reinasse em Jerusalm, e estabeleceu a Jeoiaquim, tambm filho de Josias. Dominado o Egito pela Babilnia, passa Jud s seu domnio. Jeoiaquim 
tentou resistir, mas morre em combate e Joaquim, seu filho, reinou em seu lugar. Poucos meses depois  preso e exilado para Babilnia, juntamente com sua me, suas 
mulheres, seus eunucos, os poderosos da terra, os valentes at sete mil, os carpinteiros e ferreiros at mil, e todos os vares destros na guerra.
         E o rei de Babilnia estabeleceu a Zedequias em lugar de Joaquim, e este reinou 11 anos em Jerusalm, sendo o ltimo rei do perodo dos reis de Israel.
         No ano nono de seu reinado, no ms dcimo, aos dez do ms, Nabucodonozor, rei da Babilnia, veio contra Jerusalm, ele e todo o seu exrcito, e se acampou 
contra ela, e levantaram contra ela tranqueiras em redor. E a cidade foi sitiada at ao undcimo ano do rei Zedequias, aos nove dos quatro meses, quando a cidade 
se via apertada da fome, nem havia po para o povo da terra. Os sofrimentos do povo foram indescritveis. As lamentaes de Jeremias nos do uma idia do que ocorreu 
dentro dos muros da Cidade Santa durante o cerco. Quando os muros foram arrombados e os soldados caldeus invadiram a cidade, os famintos foram passados  espada 
ou amarrados e levados para Babilnia. Alguns conseguiram fugir pelos montes, mas foram caados como animais selvagens e, depois de torturados, mortos ou conduzidos 
amarrados para as plancies da Mesopotmia. Os cadveres amontoavam-se pelas ruas; e os nobres eram amarrados, mo a mo, e conduzidos ao suplcio.
         Nunca na histria do mundo, o pecado produziu to amargos resultados. Alm da destruio da Cidade Santa, da runa  das famlias e da juventude, justamente 
os mais afastados, a vergonha e a humilhao sem igual puseram esta infeliz gente ao ridculo, diante dos seus antigos inimigos edomitas, amonitas e todos os povos 
seus vizinhos. O Templo foi queimado e a cidade arrasada, carregando-se todas as riquezas para os tesouros da Babilnia.
         Para que a terra no se despovoasse, Nabucodonozor deu ordem para que um chefe nacional l ficasse para tomar conta dos cativos. Esta escolha caiu em Gedalias. 
Jeremias, o profeta, foi tratado com brandura, devido ao papel conciliador que tinha tomado nas disputas entre o Egito e a Babilnia sobre Jud, e teve  escolha 
ir para Babilnia ou ficar na terra, escolhendo a segunda opo. Juntamente com Gedalias, procurou aproveitar qualquer vantagem que ainda pudesse restar, reunindo 
e encorajando o povo. O terror que havia cado sobre o povo era aliviado por algumas vagas esperanas de salvaes vindas do Egito e por isso prepararam uma traio, 
sendo Gedalias morto, aps o que os revoltosos carregaram Jeremias e fugiram para o Egito.
         
        O PAPEL DOS PROFETAS
         
         J mencionamos os profetas Isaas e Jeremias, mas outros merecem entrar no rol. Jeremias foi, sem dvida, o que teve a sorte de profetizar contra o seu 
povo e contra a nao, visto como tanto os reis como o povo era rebelde a Deus. Diante da situao internacional daqueles dias, s um poder podia livrar, o de Jeov. 
Os lderes, porm, entendiam que mais valia um forte rei, que um grande Deus, e por essa causa selaram a sorte da nao e da religio para aqueles dias. Habacuque 
profetizou nos ltimos dias de Jerusalm. Pouco se sabe de suas atividades, seno que seria companheiro de Jeremias, e com ele partilharia das amarguras que a prxima 
queda da Cidade Santa iria sofrer. Obadias teria trabalhado tambm nos ltimos dias de Jerusalm, e sua profecia breve dirige-se aos edomitas, para mostrar que, 
se o povo eleito ia sofrer por seus pecados, eles no seriam poupados, mesmo que morassem nas cabeas das rochas. Naum, bem como Miquias, contemporneos de Isaas, 
tiveram o seu papel de conselheiros dos reis e do povo. No foi por falta de conselho e ajuda que a nao foi destruda. Deus no descansava, mandando os seus profetas 
admoestar uns e outros; a rebeldia, porm, podia mais que os conselhos sbios. A luta travada durante os longos anos da existncia dos reinos foi uma luta de religio 
contra paganismo, de Deus contra idolatria. Nenhum j teve alguma vez tanta ajuda, e nenhum jamais teve um Deus Zeloso como o teve o povo de Israel.
        O CATIVEIRO BABILNICO
        
         O cativeiro foi uma calamidade nacional e religiosa. A julgar pelo sentimento dos povos daquele dias, um povo assim arruinado dava prova do que seu deus 
tinha sido impotente para preservar. Jeov, pois teria sido julgado pelos observadores, e mesmo historiadores, como um Deus igual aos dos outros povos. Do ponto 
de vista nacional, a calamidade no foi menor, porque arruinou toda a estrutura maravilhosa, construda  custa de tantos esforos e duros labores. Os dias dos juizes 
de Israel, as experincias da vinda de Saul e Davi, o apogeu de Salomo, tudo foi reduzido a nada. As maravilhosas promessas feitas, de que nenhum povo seria to 
glorioso quando este, de pouco valeu. Entretanto, nem tudo foi perdido. Os judeus perderam a sua cidade, a sua terra e a sua importncia como nao, mas ganharam 
o que no tinham podido obter nos dias pacficos. Os seus profetas foram cuidadosamente estudados, os conselhos do pastor do cativeiro, Ezequias, foram ouvidos, 
a religio entrou num estgio espiritual, com a funo de escolas, sinagogas e tantos outros meios de que se valeram os desterrados, nos dias de suas tristezas junto 
ao rio Quebar. Quando pois voltaram para sua terra, vinham curados para sempre da idolatria e da apostasia. Os judeus destes ltimos vinte e cinco sculos podem 
ser acusados de muitas falhas, mas, de idolatria e apostasia, no. Hoje, ainda espalhados pelo mundo por causa do pecado da rejeio do Messias aguardam fielmente 
o cumprimento das promessas de Deus.
         Passados 70 anos de cativeiro, veio a queda do Imprio Babilnico sob os Medos e os Persas. E no primeiro ano de Ciro, rei da Prsia, para que se cumprisse 
a palavra do Senhor pela boca de Jeremias, despertou o Senhor o esprito de Ciro, o qual fez passar prego por todo o seu reino, como tambm por escrito, dizendo: 
"O Senhor,   vus dos cus, me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalm, que est em Jud. Quem h entre vs, de todo 
o seu povo, o Senhor seu Deus seja com ele, e suba." I I Crnicas 36.22,23.
         Estava concedida a liberdade aos judeus e terminado o cativeiro.
         
         O PERODO INTERBBLICO
         
         O perodo inteiro consiste de quatro pocas, sendo: Perodo Prsico, Perodo Grego, Perodo Macabeu ou Asmoneano e Perodo Romano.
        
        O PERODO PRSICO (537 a 330 a.C.)
         
         Neemias fora muito benquisto na corte,  qual mais cedo os judeus deveram sua volta do exlio; e, em geral, o renascente, a despeito do tributo e outros 
elementos dolorosos da sua sujeio, ficaram leal ao grande rei. Nesse perodo foram reconstrudos o templo e a cidade de Jerusalm com seus muros. Entretanto, cerca 
de 350 a.C., muitos judeus, por tomarem parte de uma revolta, foram deportados para Babilnia e outros lugares, por Artaxerxes Ocus. Ao ltimo sculo do domnio 
prsico pertencem o rompimento final entre os judeus e os samaritanos, a substituio lenta entre os judeus do hebraico pelo dialeto aramaico to difundido, e o 
incio da nova conquista da Galilia pela religio de Jeov.
         
        O PERODO GREGO ( 330 a 167 a.C)
        
         Chamamos "Perodo Grego" o tempo da dominao Macednica no mundo. Estende-se das primeiras conquistas de Felipe, at as Guerras Macabias. Alexandre Magno, 
sucessor de seu pai Felipe, derrotou os Persas apossando-se do vasto Imprio que formaram. Alexandre, alm de conceder a Jerusalm privilgios especiais, distinguiu 
com provas de amizade os judeus que por ele se estabeleceram na cidade de Alexandria, onde o judasmo assumiu as suas relaes mais ntimas como helenismo quanto 
 sua filosofia e  sua literatura. Ao morrer Alexandre, as suas conquistas passaram para as mos de seus generais; e, durante as pelejas que desde ento sucederam, 
a Palestina compartilhava da confuso, at que a batalha de Ipso ( 301 a.C.) fez dos reis do Egito (os Ptolomeus) os dominadores dela durante um sculo inteiro, 
a despeito de diversos atentados por parte de seus antagonistas, os reis da Sria ( os Selucidas) para venc-los. O novo poder soberano era tanto mais forte como 
mais justo que o prsico ,e sob a sua administrao o governo de Jerusalm nas mos da dinastia sumo-sacerdotal auxiliada por uma espcie de senado, incluindo as 
ordens superiores do sacerdcio, cresceu e se consolidou. Fora da Palestina tambm os judeus tornavam-se influentes, no somente em Alexandria, mas tambm na Lbia, 
em Cirene, na sia Menor e em toda parte da Sria onde se estabeleciam pela coao ou pelo favor dos Ptolomeus e Selucidas. Do outro lado tambm o intercmbio estrangeiro 
nutria-se pelas colnias gregas da Palestina setentrional, especialmente as da zona que cercava o Mar da Galilia. O resultado mais importante de tudo isso foi  
verso grega das escrituras hebraicas, chamadas a septuaginta, obra esta que fez desaparecer o isolamento dos judeus e determinou a forma de linguagem em que havia 
de ser escrito o Novo testamento. Durante a supremacia ptolemaica, a influncia da sua cultura helnica se fazia sentir na vida e na literatura dos judeus; porm, 
os seus efeitos tornaram-se mais evidentes depois de 198 a.C; quando Antoco, o Grande (Selucidas), subjugou a Judia. Ao passo que o helenismo avanava, a nobreza 
sacerdotal tornava-se mais mundana. O cargo de sumo sacerdote veio a ser objeto de baixas intrigas. No tempo de Antoco Epifania, entre as classes superiores, ficou 
em moda verter o nome em forma grega (por exemplo, Menelau em Menam) e de outras maneiras menos inocentes, obscurecer a sua origem judaica. Afinal a loucura de 
Antoco e de seus partidrios sumo sacerdotais produziu uma crise seguida por uma revolta violenta.'
        
        O PERODO MACABEU OU ASMONEANO (167 a 63 a.C.)
         
         Os ultrajes  religio nacional, que molestaram os Macabeus, despertaram o povo para que se compenetrasse do valor da sua f prpria. A palavra Makkb 
(martelo) pertence propriamente a Judas, o terceiro dos cinco filhos de Matatias, que, do falecimento de seu pai em 166 a.C. at sua prpria morte na batalha de 
Elasa em 161 a.C; comandou em uma das mais hericas campanhas da histria, os defensores da sua terra e da sua f. Seu trabalho foi terminado por seus irmos que 
fundaram a dinastia asmoneana. Das suas fileiras levantaram-se o partido chamado chasidim, que se distinguiu pela piedade e que se aderiu ao movimento macabeu, o 
qual serviu de estmulo para reunir a nao toda, e volta da f dos patriarcas.
         Por meio das guerras a favor da libertao do jugo srio, o fim religioso se alcanou. O templo foi restaurado e de novo solenemente consagrado (165 a.C.); 
o templo rival sobre o monte Gerizim como tambm a prpria capital samaritana foram arrasados (129 a.C;); e o lder macabeu foi reconhecido como o Governador e Sumo 
Sacerdote para sempre, at que se levantasse um profeta fiel. Entretanto, nessa poca, a maior parte da nao estava possuda do esprito da agresso estrangeira; 
e contra o mesmo os sucessores do sossegado Chasidim, cuja esperana estava em deus e no na interveno humana, constantemente levantavam os seus protestos. Aos 
olhos dessa crescente oposio religiosa, que nos ltimos dias de Hircano (135-106 a.C.) veio a ser conhecida como fariseus (heb; perushim, isto , separatistas), 
a idia do judasmo estava em perigo. Esses homens, cuja fortaleza estava nos escribas ou estudantes professos da Lei, pouco a pouco ganharam  ateno do povo. 
Sofreram grande revs sob Alexandre Janeu (105-78 a.C.), a favor de quem se deu uma reao popular. Mas o terreno perdido foi mais do que recuperado sob a sua viva 
Alexandra (78-69 a.C.), que separou a liderana secular da sagrada (seu filho Hircano II ficando como Sumo Sacerdote). Cerca dessa poca, o Sindrio, mas do que 
nunca, ficou dominado pelos escribas e assim continuou da por diante. Ao morrer Alexandra, dissenses internas, concentrando-se ao redor de Hircano e de seu irmo 
Aristbulo, deram aos romanos o seu ensejo: sob Pompeu ocuparam Jerusalm, aboliram a monarquia, restituram a Hircano o ttulo de Sumo Sacerdote.
         
        O PERODO ROMANO
        
         Enquanto os fariseus lucraram com a mudana que roubou aos saduceus (casta exclusivista composta de homens ricos e de posio; tinha sua sede no templo 
em Jerusalm e eram sujeitos a toda espcie de influncias mundanas, incluindo a cultura grega e a poltica romana.) a sua influncia poltica, ela realou o contraste 
entre o  ideal farisaico e a esperana popular da restaurao do reino. A dureza do seu julgo se sentiu, especialmente, quando Antpater, da odiada raa idumia, 
sob mandado de Roma, ficou at a sua morte em 43 a.C. ocupando o verdadeiro poder de estado, e quando, em 37 a.C. seu filho Herodes o Grande, com o apoio de Roma, 
tornou-se rei da Judia.'
         Por nascimento, idumeu; por profisso, judeu; por necessidade, romano; por cultura e por escolha, grego; esse monarca sem escrpulo, por inspirar temor, 
conserva-se no poder. Preencheu os principais cargos do governo com homens desconhecidos e de descendncia sacerdotal da Babilnia e de Alexandria, e aboliu a posio 
de sumo sacerdote vitalcio. Por interessar os judeus no grande empreendimento nacional, isto , a edificao de um novo templo, iniciada em 18 a.C. ele procurou 
desviar de si a apatia do povo. Por ocasio de sua morte em 4 a.C; foi feita uma tentativa de insurreio que os Romanos, no entanto, reprimiram severamente, entregando 
o pas aos trs filhos de Herodes. Filipe ficou com a religio ao leste do Jordo; Antipas com a Galilia e Peria; Arquelau com a Judia e Samaria. Depois de 6 
d.C; passou o reino de Arquelau para o governo direto de Roma, Pncio Pilatos sendo procurador de 26 a 36 d.C.
         O Nascimento de Jesus: Deus preparou o mundo para receber o seu Filho Unignito. Roma, pelas armas fechou as portas de Jano, j havia paz no mundo; Grcia, 
deu ao mundo a cultura, a lngua; Judia contribuiu com seu tradicionalssimo religioso e nacional, sua fidelidade ao Senhor e o mundo estava plenamente preparado 
para receber o Messias. Jesus no nasceu ao acaso. O seu nascimento em Belm ligava-se ao passado multissecular da intensa atividade de Deus em preparar todas as 
coisas para aquele glorioso momento. O apstolo Paulo (Gl 4.4) diz que Jesus nasceu na plenitude dos tempos. Quando tudo estava preparado, quando tudo estava em 
condies de receb-lo, ento Ele, o "sol" da profecia de Malaquias, despontou nos horizontes da humanidade. "H seu tempo"  o que Paulo diz (Rm 5.6), Cristo se 
manifestou. O mundo em que Jesus nasceu, era o melhor de toda a sua histria, para assistir o evento de tamanha significao e repercusso. Por um lado, olhamos 
e vemos um mundo desiludido, vivendo em constantes lutas, em meio a imoralidades; um mundo escravo de opressores, de ambiciosos; um mundo de filosofias, cincias, 
artes, literatura; um mundo de religio, deuses, templos, sacerdotes; um mundo de conquistadores; um mundo de crimes, divrcios, infanticdios, horrores. Por outro 
lado, olhamos e vemos a mo de deus ultimando tudo, dando os derradeiros toques e, sobre as runas de um passado inglrio, construir um mundo cristo e, por meio 
da cruz de Seu Filho, salvar a humanidade errante e perdida. Foi em tal tempo que nasceu nosso Senhor Jesus Cristo. Em 70 da Era Crist, aps uma fracassada revolta 
contra a dominao romana, Jerusalm foi conquistada por Tito e seus exrcitos, ocorrendo uma segunda destruio do templo. Em 73, o ltimo foco de resistncia desapareceu, 
com o suicdio coletivo dos judeus  sitiados no rochedo de Massada. Os judeus foram expulsos da Palestina, ficando este acontecimento conhecido na histria pelo 
nome de Dispora, s retornando no sculo XX, onde fundaram em 1948 o atual Estado de Israel. Custou-lhes caro a resposta  pergunta feita por Pilatos: "O seu sangue 
caia sobre ns e sobre nossos filhos." Mateus 27.25. Quase 19 sculos sem nao e sendo rejeitados por todos os povos, e at mesmo em nosso Brasil.
         A RESTAURAO DO ESTADO DE ISRAEL / A FIGUEIRA BROTANDO
         
         A idia da restaurao de um estado judeu ganhou foras em meados do sculo XIX, particularmente entre os judeus russos, vtimas de numerosas medidas discriminatrias; 
subvencionados por sociedades judias, milhares deles emigraram para a Palestina; em 1914, eles j somavam 100.000, espalhados por colnias agrcolas. Em 1917, o 
Secretrio de Negcios Estrangeiros da Inglaterra, Lord Balfour anunciou que seu pas favorecia o estabelecimento de um lar nacional judeu na regio, aps o trmino 
da I Guerra Mundial; em 1922, a Liga das Naes entregou a administrao da Palestina aos ingleses, exigindo que levassem adiante a declarao Balfour. O  crescente 
nmero de imigrantes judeus, sua oposio  ocupao britnica e os choques constantes entre eles e  os rabes originrios da regio fizeram com que, depois da II 
Guerra Mundial, o problema fosse levado s Naes Unidas, que em 29/11/1947, decidiram pela partilha da Palestina, renascendo assim o Estado de Israel e cumprindo 
a profecia de Isaas 66.8 que diz: Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisa semelhante? Pode acaso, nascer uma terra num s dia? ou nasce uma nao de uma s 
vez? Pois Sio, antes que lhe viessem s dores deu  luz seus filhos.  Desde a funo do estado de Israel os pases rabes fizeram combates violentos contra Israel. 
Porm Deus sempre esteve com Israel, ajudando-o, fortalecendo-o e encorajando-o, conforme Isaas 41.14,15 que diz: "No temas,  vermezinho de Jac, povozinho de 
Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu Redentor  Santo de Israel. Eis que farei de ti um trilho cortante e novo, armado delminas duplas; os montes trilhars 
e moers e os outeiros reduzirs a palha." Em 1967 ocorreu a Guerra do Seis Dias. O Egito imps um bloqueio a Israel, no Estreito de caba e at a tenso aumentou, 
agravada pela formao de movimentos terroristas de libertao da Palestina. Armados pelas grandes potncias e estimulados por seus governos belicosos, os rabes, 
liderados pelo ditador egpcio Gamal Abdel Nasser, planejaram e tentaram em junho de 1967, a destruio do estado judaico. Nasser, na qualidade de comandante supremo 
das numerosas e bem armadas foras rabes, discursando a 29 de maio daquele ano, portanto uma semana antes do incio do conflito, afirma solenemente: "O povo rabe 
quer lutar, esperamos o dia propcio para estarmos plenamente preparados... Agora nos sentimos bastante fortes e se entrarmos na batalha contra Israel, Deus nos 
ajudar e havemos de triunfar. Com esta certeza decidimos dar os passos atuais."
         Nada disso ocorreu. Aluf Ahlomo Goren, principal capelo do exrcito israelita, redigiu uma prece para os soldados judeus recitarem antes do combate, baseada 
nas seguintes passagens bblicas: Dt 20.2,4; Sl 35.1,2; 83.2,3 e etc... Os judeus foram vitoriosos e muitos voltaram dos campos de batalhas convertidos e relataram 
os milagres que tinham visto com seus prprios olhos. Um jornal cristo de Jerusalm publicou alguns desses milagres salientando que, de maneira estranha e inexplicvel, 
centenas de tanque e canhes inimigos nem se quer chegaram a entrar em ao; muitos avies de combate egpcios no chegaram a estar preparados, apesar do alerta 
total; o radar no funcionava devidamente e, por vezes, o alarme dos ataques areos s era ouvido quando as fortalezas voadoras de Israel j haviam atingido os seus 
objetivos e regressavam ilesas as suas bases. Os milagres aconteceram no Oriente Mdio em razo da presena ali do povo de Israel.  No fim da Guerra dos Seis Dias, 
os israelitas ocupam toda a pennsula do Sinai, a margem leste do canal de Suez, a faixa de Gaza e toda a margem Oeste do Jordo e as colinas de Gol na Sria. Como 
resultado de mais este confronto blico, tambm Jerusalm passou inteiramente para o domnio israelita, no dia 8 de junho de 1967. Em !973 ocorreu a Guerra do Yom 
Kippur (Dia do Perdo). A questo dos territrios ocupados por Israel em 1967 tornou-se, ento, novo foco de tenso para o oriente Mdio. O novo conflito iniciou-se 
seis anos depois (06/10/1973). A Sria ao norte ocupou as colinas de Gol e o Egito tomou os campos de petrleo de Balayim chegando a controlar toda a rea do canal 
de Port Said a Suez. O contra - ataque israelense foi violento: recuou as foras egpcias e destruiu aeroportos militares srios. Novos tanques egpcios cruzam o 
canal, avanando cerca de 20 km para dentro do territrio inimigo e forando os israelenses a abandonar a linha de fortificaes de Barley. Damasco foi bombardeada 
pelos avies Phanton de Israel. Dez mil soldados atacaram e destruam instalaes de artilharia e bases de lanamento de msseis, apoiados por 200 tanques, do lado 
Oeste do canal, interceptaram o fornecimento de vveres e munies s tropas egpcias que estavam no Sinai; o exrcito srio foi obrigado a recuar de Gol at a 
linha do cessar fogo de 1967.
         Um acordo de paz foi assinado, com a interveno de Leonid Brejnev e Richard Nixon (22/10/1973), mas ocorreram ainda novos choques dentro do territrio 
egpcio, o que valeu a Israel a acusao de romper a trgua e exigiu a formao de uma tropa especial das Naes Unidas para zelar pela observncia do cessar- fogo. 
Novos acordos foram assinados com a Sria (31/05/1974) e entre Israel e o Egito (novembro de 1973, 18/01/1974 e 04/09/1975). Em 1978 com a mediao de Jimmy Carter, 
dos Estados Unidos, Anuar Sadat e Manahem Begin assinam um tratado de paz entre o Egito e Israel. No dia 24 de julho de 1980 o Parlamento Israelense aprova lei que 
converte Jerusalm na capital de Israel e anexa o setor rabe da cidade. Vrios pases rabes decidem adotar sanes contra quem reconhecer Jerusalm como capital 
de Israel. Este  um pequeno relato das coisas que aconteceram em Israel, com respeito a ele e seus pases vizinhos. Muitas perguntas podem surgir a esse respeito, 
indagando qual o mistrio, a fora, que da a Israel vitria contra os seu inimigos. Ns, crentes em Jesus Cristo sabemos o porqu.
         Deus prometeu a Israel a sua terra como podemos ler em xodo 23.29-31 e em Deuteronmio 11.23-25.
         Para ns cristos, Jesus deixou um alerta: Aprendei, pois, a parbola da figueira: Quando j os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que est 
prximo o vero. Assim tambm vs: quando virdes todas estas coisas, sabei que est prximo, s portas." Mateus 24.32,33.
         Israel foi restaurado como Nao. A figueira brotou. Amm, vem Senhor Jesus!
         
         
         









        
        
        QUESTES PROPOSTAS DE HISTORIA ANTIGA DOS HEBREUS
         1) Comente sobre o sonho de milhes de pessoas de visitar Israel.
         2) Descreva sobre os primrdios da Histria Bblica.
         3) Fale a respeito da chamada de Abrao.
         4) Descreva sobre a descendncia de Abrao.
         5) Comente sobre a ida para o Egito e o cativeiro.
         6) Explique: Como foi a chamada de Moiss.
         7) Comente sobre o xodo.
         8) Fale a respeito do sucessor de Moiss e suas conquistas.
         9) Como foi o perodo dos juizes de Israel.
         10) Comente sobre os reis de Israel.
         11) O que foi Monarquia unida?
         12) Fale sobre a Monarquia Dividida.
         13) Explique sobre o Reino do Norte e o Reino do Sul.
         14) Qual o principal papel dos profetas?
         15) O que foi o cativeiro Babilnico?
         16) Comente sobre o perodo interbblico Prsico.
         17) O que foi o perodo grego?
         18) Descreva como foi o perodo Macabeu ou Asmoneano.
         19) Fale sobre o perodo Romano.
         20) Comente sobre "A Figueira Brotando".
         21) Descreva sobre o sofrimento do povo judeu.
         22) Como era o culto dos primeiros Caldeus?
         23) Fale a respeito da famlia de Abrao
         24) Comente sobre a cidade de Haor, quais os fatos que se deram nela?
         25) O qu "Angus" comentou sobre a descida de Abrao para o Egito?
         26) Como foi escrita a histria e com que finalidade?
         27) Como foi  educao de Moiss?
         28) Descreva sobre as 10 pragas do Egito.
         29) Fale sobre as batalhas dos israelitas.
         30) Como se deu a tomada de Jerico?
         31) Como Josu encerrou a sua misso?
         32) D que maneira viviam os israelitas juntos aos cananeus?
         33) Qual o elemento que serviu para aglutinar o povo de Israel?
         34) Comente sobre a construo do templo em Israel.
         35) fale sobre a poltica fiscal e tributria do rei Salomo.
         36) Descreva o que aconteceu com Jerusalm quando Nabucodonozor a cercou.
         37) Comente sobre a queda do Imprio Babilnico.
         38) Qual foi o resultado mais importante durante o perodo grego?
         39) Como estava na ocasio do nascimento de Jesus nos dois aspectos.
         40) O que foi a "Dispora"?
         41) O que aconteceu em Israel no ano de 1967?
         42) O que publicou um jornal de Jerusalm sobre a guerra dos 6 dias?
         43) Comente sobre a guerra de Yom Kppur.
         44) Fale sobre os acordos de paz assinados em Israel.
         45) Faa uma pesquisa livre sobre o assunto. (5 pgina).
         46) Descreva um resumo de toda a apostila.
